Michelin incrementa alocação e amplia quantidade de pneus para volta ao Brasil
A Michelin vai manter a mesma carcaça usada em Buriram para o GP do Brasil, mas deixa de lado a alocação simplificada de 2026 para oferecer aos pilotos três opções dianteiras e três traseiras no Autódromo Internacional Ayrton Senna
A reestreia do Autódromo Internacional Ayrton Senna no Mundial de Motovelocidade vai exigir uma mudança na programação da Michelin. Fornecedora única dos pneus da MotoGP, a fabricante francesa vai deixar de lado a alocação simplificada adotada em 2026 e oferecer três opções de calçados dianteiros e traseiros no GP do Brasil. Além disso, os pilotos terão uma quantidade adicional de calçados disponível em Goiânia.
Em 2026, a Michelin optou por uma alocação simplificada, passando a ofertar apenas dois tipos de pneus para a dianteira. Desde o início, porém, já estavam previstas exceções, reservadas a circuitos com grande instabilidade climática, como é o caso de França, Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália e Comunidade Valenciana.
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Após o GP da Tailândia, porém, a Michelin confirmou que o Brasil se junta à lista de exceções, já que se trata de um novo layout, com um novo asfalto.
“Esperamos uma pista de alta velocidade no Brasil, com mais de 50s por volta passados no lado direito do pneu, aumentando o estresse térmico”, apontou.
Assim, a marca francesa escolheu a mesma carcaça usada em Buriram, onde as temperaturas também dificultaram a performance dos pneus.
Além de flexibilizar a alocação, a Michelin também terá uma quantidade maior de pneus disponível para o fim de semana por causa do tempo adicional de pista para aprender o circuito, como prevê o regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). Os pilotos terão 30 minutos a mais de treinos no Brasil: 15 minutos extras no TL1, que passa a ter duração de 1h ao invés dos 45 minutos habituais e, e outros 15 no treino, que passa a 1h15min.
Moto3 e Moto2 também terão treinos maiores em Goiânia, com as sessões de sexta-feira ficando 10 minutos maiores do que o habitual.
Ao GRANDE PRÊMIO, a Pirelli, que é a fornecedora das classes menores, explicou a estratégia para definir os pneus para um novo circuito.
“No geral, temos uma abordagem conservadora nesses casos, o que significa que evitamos levar soluções que são muito macias, como o supermacio SCX, e, ao mesmo tempo, tentamos disponibilizar uma ampla gama de opções para que possamos cobrir diferentes situações que possamos enfrentar”, explicou um porta-voz da fábrica italiana. “Por outro lado, também baseamos nossas escolhas no layout da pista, em corridas anteriores de outras categorias e nas condições climáticas esperadas e na temperatura para que o único elemento desconhecido siga sendo o asfalto”, completou.
Até agora, nenhuma das duas fabricantes divulgou quais pneus serão ofertados durante o GP do Brasil.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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