Morbidelli celebra “nível de pilotagem” e minimiza quebra em Jerez: “Pode acontecer”

O piloto da SRT descartou ficar se preocupando com a confiabilidade da YZR-M1. O italiano de Roma se mostrou satisfeito com a melhora apresentada desde a pré-temporada da MotoGP

Franco Morbidelli foi a segunda vitima de problemas de confiabilidade da Yamaha na temporada 2020 da MotoGP. Depois de Valentino Rossi abandonar o GP da Espanha, o #21 foi forçado a encerrar mais cedo a participação no GP da Andaluzia de domingo (26) após a YZR-M1 apagar.

Até então, o piloto da SRT vinha em uma boa exibição. Sexto no grid de Jerez de la Frontera, Franco perdeu uma posição na largada, mas foi escalando o pelotão até a quarta colocação. Na 16ª das 25 voltas, porém, o ítalo-brasileiro parou a moto e abandonou a corrida.

Apesar do revés, Morbidelli, que é o único entre os pilotos da Yamaha que não conta com o dispositivo ‘holeshot’ ― que auxilia na largada mantendo a dianteira da moto no chão ―, focou no lado positivo e celebrou a melhora de performance desde a pré-temporada.

“Estou muito feliz com meu nível de pilotagem. Vi que melhorei nos testes de Sepang e do Catar, mas não tinha certeza de que podia atingir esse nível nas corridas”, disse Morbidelli. “Nessas duas corridas, preciso dizer que melhorei meu jogo. Sou muito mais rápido do que no ano passado”, avaliou.

“Estava me sentindo muito bem, muito à vontade e confortável com a moto, lutando de volta ao topo. Cometi um pequeno erro atrás de Vale, mas consegui me recuperar rapidamente e estava pronto para um ataque no fim da corrida. Mas, infelizmente, um problema técnico me parou”, relatou. “Veio do nada. A moto só parou e não sabemos o motivo. Mas apareceu do nada. Pode acontecer nas corridas. Agora temos de tirar os pontos positivos deste fim de semana, que foram a velocidade que tivemos durante a corrida e a consistência, que, de fato, foi impressionante”, opinou.

“Minha posição de largada ainda não está no ponto, mas melhorei em comparação com o fim de semana passado. Então só posso ficar feliz, pois me sinto forte e posso levar isso para outras corridas”, comentou.

Apesar de a MotoGP estar apenas na segunda etapa do ano, a Yamaha já colocou em uso quatro dos cinco motores a que tem direito no ano ― o limite foi revisto em função da redução de corridas decorrente da pandemia do novo coronavírus. Ainda assim, o piloto da SRT afirmou que não vai ficar esquentando a cabeça com eventuais falhas de confiabilidade.

“Só me preocupo com coisas que posso controlar. Meu trabalho é subir na moto, dar o máximo e ser profissional dentro e fora da pista. Tento fazer isso com meu melhor”, falou Franco. “Em relação à moto, têm engenheiros, mecânicos e técnicos trabalhando nisso. Então não posso me preocupar com isso. Só posso me preocupar com a minha pilotagem e em como acertar a moto. E, de fato, estou bem feliz com isso, porque fui muito rápido na última corrida e nesta também. Estava me sentindo ótimo, me sentindo forte. Estava indo em direção ao pódio, em direção à primeira posição, ainda que estivesse longe. Fiz voltas realmente rápidas nos momentos finais da corrida”, lembrou.

“Então vou pegar essas ótimas coisas e levar para Brno, Áustria e até o fim do campeonato. Até o fim da minha carreira!”, encerrou.

Chefe da SRT, Razlan Razali lamentou a quebra e afirmou que uma dobradinha seria possível. O pódio em Jerez foi formado por Fabio Quartararo, Maverick Viñales e Valentino Rossi.

“Foi um grande azar para Franky, já que acho que poderia ter sido um 1-2 para nós hoje, mas precisamos ver qual foi o problema. Lamentamos muito por ele, pois ele foi forte ao longo de todo o fim de semana e merecia um bom resultado”, disse Razali.

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