Por ventos fortes, MotoGP cancela atividades de sábado na Austrália

Após uma reunião extraordinária da Comissão de Segurança, os pilotos decidiram que não era seguro prosseguir com as atividades de pista em Phillip Island

O sábado (26) de MotoGP acabou mais cedo em Phillip Island. Em um dia de ventos fortes, os pilotos se reuniram em uma edição extraordinária da Comissão de Segurança e decidiram que não valia a pena prosseguir com os trabalhos.
 
A sessão foi interrompida em bandeira vermelha em meados do TL4, pouco após um forte acidente de Miguel Oliveira. Na sequência, os pilotos se reuniram em uma sala de reuniões e optaram por cancelar as sessões deste sábado por conta das condições climáticas.

 

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O acidente de Miguel Oliveira, arrastado para fora da pista no fim da principal reta de Phillip Island por conta do forte vento que atingiu sua moto, foi o motivo principal que fez a pausa da sessão. A queda de objetos da placas exibidas pelos mecânicos também fez a bandeira vermelha surgir no TL4. Marc Márquez liderava a sessão, seguido por Maverick Viñales e Pol Espargaró.

A direção de prova anunciou pouco depois de confirmada a decisão da Comissão de Segurança que Q1 e Q2 serão realizados no domingo, quando a previsão é de ventos mais fracos. Assim, o grid de largada para o GP da Austrália segue indefinido.

Ainda na sexta-feira, o paddock do Mundial de Motovelocidade tinha sido alertado sobre os ventos fortes previstos para este sábado. Ao longo do dia, a MotoGP chegou a indicar ventos de 55 km/h.

“Nós tomamos a decisão na Comissão de Segurança de que, infelizmente, hoje não é seguro”, disse Karel Abraham na saída do encontro entre os pilotos. “Nós vimos uma prova disso com a queda de Oliveira, que caiu na primeira curva”, seguiu.
 
“Achamos que é muito perigoso e, portanto, decidimos que, infelizmente, teremos de pular hoje e continuar amanhã”, completou.
Chefe da SIC, Wilco Zeelenberg defendeu a decisão de interromper as atividades, já que entende que a força dos ventos poderia tirar alguns pilotos de combate.
 
“Acho que foi uma boa decisão interromper em bandeira vermelha depois da queda de Oliveira. É bem óbvio que o vento é muito forte e os pega de surpresa”, disse Zeelenberg. “Basicamente, é tudo para o show de amanhã, mas nós precisamos de todos os caras lá e, acho que se continuassem por mais tempo, nós perderíamos alguns rapazes. E acho que isso não é o que queremos”, completou.
É a primeira vez desde o GP do Catar de 2017 que a MotoGP é forçada a cancelar as atividades de sábado. Naquela ocasião, as atividades foram suspensas por causa do reflexo das luzes artificiais na água da chuva acumulada na pista.
 

O GP da Austrália de MotoGP está marcado para o domingo, 1h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.


Vento  forte interrompe TL4 e cancela atividades da MotoGP
 
A chuva que apareceu no fim da Moto2 não causou grandes mudanças e o TL4 da MotoGP começou com os slicks em ação. Ainda assim, as nuvens carregadas seguiam carregando o céu, com o frio se fazendo bastante presente. Quando o cronômetro foi acionado, os termômetros mediam 15°C, com o asfalto chegando a 26°C. A velocidade do vento era de 8 km/h.
 
Correndo em casa, Jack Miller abriu o último treino livre na ponta, mas logo deu lugar a Marc Márquez, que cravou 1min32s077. Álex Rins assumiu o segundo posto, com Pol Espargaró e Johann Zarco vindo em sequência.
 
Forte ao longo de todo o fim de semana, Maverick Viñales saltou para a segunda colocação, 0s391 mais lento que Márquez.
 
O #93 baixou para 1min31s312 na sequência, ampliando para 0s676 a margem em relação a Viñales. Morbidelli saltou para terceiro, mas logo foi destronado por um Rins 0s064 melhor.
 
Minutos depois, quando ainda faltavam 12min53s de sessão, a bandeira vermelha foi acionada, paralisando as atividades. Assim como aconteceu no TL3, a interrupção foi causada por um objeto estranho na pista, no caso, uma letra das placas de sinalização exibidas aos pilotos.
Ainda no início do TL4, Miguel Oliveira sofreu uma forte queda na curva Doohan e precisou ser atendido pelos médicos de pista. O português já não estava 100% fisicamente.
 
Enquanto isso, Márquez foi a 1min31s185, 0s363 melhor que Viñales. Pol Espargaró era o terceiro, seguido por Rins, Morbidelli, Zarco e Rossi.
 
Minutos depois, quando ainda faltavam 12min53s de sessão, a bandeira vermelha foi acionada, paralisando as atividades. Assim como aconteceu no TL3, a interrupção foi causada por um objeto estranho na pista, no caso, uma letra das placas de sinalização exibidas aos pilotos.
 
A paralisação, porém, não foi apenas efeito da placa. Os pilotos logo se encaminharam para uma sala de reunião para um encontro extra da Comissão de Segurança. O acidente de Oliveira, aliás, foi um dos motivos para isso.


 

O acidente de Miguel Oliveira, arrastado para fora da pista no fim da principal reta de Phillip Island por conta do forte vento que atingiu sua moto, foi o motivo principal que fez a pausa da sessão. A queda de objetos da placas exibidas pelos mecânicos também fez a bandeira vermelha surgir no TL4. Marc Márquez liderava a sessão, seguido por Maverick Viñales e Pol Espargaró.

A direção de prova anunciou pouco depois de confirmada a decisão da Comissão de Segurança que as condições meteorológicas seriam reavalidas na manhã de domingo com o objetivo de realizar as duas baterias do treino classificatório. Assim, o grid de largada para o GP da Austrália segue indefinido 

O GP da Austrália de MotoGP está marcado para o domingo, 1h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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