Quartararo cita desgaste de pneus e resume: “GP mais difícil da minha carreira na MotoGP”

Apenas sétimo colocado no GP da Tchéquia, Fabio Quartararo contou que sofreu com a performance dos pneus desde a terceira curva em Brno

Fabio Quartararo conheceu uma realidade diferente no GP da Tchéquia de domingo (9). Depois de duas vitórias seguidas em Jerez de la Frontera, o francês não conseguiu exibir o mesmo desempenho a bordo da Yamaha, foi ofuscado pelo companheiro de SRT e acabou apenas em sétimo, 11s827 atrás de Brad Binder, o vencedor.

“Foi realmente difícil. Quando você vem de duas vitórias seguidas, você quer estar lá, lutando pela vitória outra vez”, disse Quartararo. “Este fim de semana eu não tive o mesmo ritmo que em Jerez, mas demos um grande passo no TL4 e estava realmente feliz, pois acreditei que poderíamos lutar pelo pódio”, seguiu.

Desde o início da disputa em Brno, porém, o líder do Mundial percebeu que estava com problemas com os pneus.

Fabio Quartararo largou em segundo, mas não conseguiu brigar pela vitória (Foto: SRT)

“A partir da terceira curva, onde tive uma grande escorregada com a traseira, soube que o potencial do pneu traseiro era muito ruim e difícil de gerir”, contou. “Também foi difícil manter a calma, porque quando [Álex] Rins, Vale [Rossi] e [Miguel] Oliveira me ultrapassaram, não pude fazer nada. Não pude lutar com eles. Foi a corrida mais difícil da minha carreira na MotoGP”, resumiu.

“Têm corridas em que você não pode acompanhar, mas você sabe o motivo, agora nós precisamos analisar a razão. No TL4, nós demos um grande passo à frente. Mas, na corrida, demos dois passos atrás”, considerou. “É difícil aceitar esse tipo de resultado, mas estava no limite da primeira até a 21ª volta e acho que é bem bom somar nove pontos neste tipo de situação. Sei que no ano passado teria forçado mais e talvez caído. Agora precisamos ver onde foi o problema. Amanhã, o meu chefe de equipe e os meus engenheiros vão analisar os dados. Acho que cometemos alguns erros durante o fim de semana, mas não muito grande, já que terminamos nessa posição”, ponderou.

“Mas nós também vimos muitos pilotos em dificuldade ― como Maverick [Viñales], como [Andrea] Dovi, como Jack [Miller]― e estou feliz pelo time pelo primeiro pódio com Franco”.

Ainda, Quartararo exaltou a corrida de Binder em Brno e ressaltou o impacto de um teste recente feito pela KTM no traçado tcheco com Dani Pedrosa.

“Brad fez uma corrida inacreditável. Ele merece muito essa vaga no time de fábrica e também é um novato, mas hoje parecia que ele tinha dez anos de experiência na moto. Um enorme parabéns a ele, pois fez uma corrida incrível”, elogiou. “Acho que a KTM testou muito em Brno e na Áustria e acho que a Michelin também trabalhou com eles para escolher o pneu correto nesta corrida. Então acho que, antes de começar o fim de semana, eles já sabiam qual pneu era o ideal para a corrida e a Michelin levou os pneus corretos de quando eles testaram, então tinham muita experiência desde antes do GP”, ressaltou.

“Honestamente, acho que a KTM foi a mais forte neste fim de semana. Como eu disse, eles testaram muito, a Michelin também acreditava que aquele era o melhor pneu. Claro, foi o melhor pneu para eles”, comentou.

Fabio lembrou que, ao contrário do que acontecia no ano passado, quando Franco Morbidelli desgastava mais os pneus, desta vez a situação foi inversa.

“Durante o último ano, Franco estava, digamos, não queimando, mas usando um pouco mais o pneu do que eu. Então é realmente estranho que, desde o TL1, Franco tenha tido um ritmo inacreditável e estava lá para lutar pela vitória. Mas em termos de estilo de pilotagem, somos realmente similares. Eu estava até forçando um pouco menos em termos de aceleração. Mas o desgaste do meu pneu foi muito maior do que o dele. Então não é fácil entender. Toda vez que vamos para Brno é uma situação estranha. É uma boa pista, mas o asfalto fica pior a cada ano. Nós estamos rodando em uma pista de motocross”, comparou.

Mesmo com o resultado discreto na Tchéquia, Fabio conseguiu aumentar a vantagem na liderança no Mundial para 17 pontos, já que Andrea Dovizioso e Maverick Viñales tiveram um fim de semana bastante apagado.

“Sabemos que a KTM também testou muito na Áustria. E não só com Dani [Pedrosa]. Então precisamos ser cuidadosos, realmente inteligentes para tentar somar muitos pontos”, comentou. “Vamos ver a previsão do tempo, também porque parece que vai ter um pouco de chuva, sol, nublado. Ficarei feliz em voltar para a moto e é uma pista que amo, então mal posso esperar. Aí, depois das corridas da Áustria, teremos as nossas corridas, que são Misano, Barcelona e Le Mans…”, encerrou.

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