Retrospectiva 2021: Marc Márquez vive montanha-russa, mas reencontra vitória

O hexacampeão da MotoGP segue sentindo os efeitos da lesão que o tirou de combate em 2020 e, para piorar, sofreu um novo revés que também o tirou das pista na reta final do campeonato deste ano. Ainda assim, o espanhol deu um alento à Honda com três vitórias no ano

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Dizer que Marc Márquez viveu uma montanha-russa em 2021 é um eufemismo. As três vitórias conquistadas na MotoGP foram, sem sombra de dúvidas, pontos muito altos, mas as lesões e consequentes ausências foram aspectos até subterrâneos. Foi um ano muito, muito difícil para o piloto da moto #93.

A epopeia de Marc sequer é uma novidade, já que começou ainda em 2020, na primeira etapa de uma adiada temporada. Naquele GP da Espanha, o piloto da Honda caiu, foi atingido pela RC213V e acabou com o braço direito fraturado. O irmão de Álex tentou abreviar o tempo de recuperação depois de passar por uma cirurgia, mas tudo que conseguiu foi danificar a placa de titânio, o que resultou em outra operação. Para piorar, a segunda intervenção não saiu como deveria, o que forçou uma terceira. A consequência foi uma ausência de nove meses, que o tirou, inclusive das primeiras duas etapas deste ano.

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Marc Márquez venceu três vezes, mas sofreu com lesões (Foto: Repsol)

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O retorno às pistas, contudo, não foi tão fácil. O mais velho dos Márquez voltou ainda sentindo a lesão, sem forças. Nas pistas onde as curvas para a direita predominavam, o corpo cobrou um preço e os resultados não foram aqueles com os quais o piloto, a Honda e os fãs estavam acostumados.

Quando se tratava de traçados anti-horários, porém, a coisa mudava de figura. No GP da Alemanha, o espanhol matou a fome de vitórias e voltou ao topo do pódio. Em Aragão, outra pista onde as curvas para a esquerda são maioria, Marc teve de encarar um intenso duelo com Francesco Bagnaia, mas, depois de 14 trocas de liderança, foi Pecco quem ficou na frente, deixando o filho do Roser e Julià na segunda colocação.

No GP das Américas, Márquez perdeu a invencibilidade de poles, mas tratou de fazer valer a força que sempre teve nos Estados Unidos para conquistar mais uma vitória em Austin, comemorada com uma delícia da culinária local: um donut.

O GP da Emília-Romanha, porém, foi o ponto mais importante de 2021 para Marc, já que foi o primeiro ― e único ― triunfo em um traçado com maioria de curvas para direita. Em Misano, Márquez acompanhou o ritmo de Bagnaia em boa parte da disputa, mas aproveitou a queda do italiano para comemorar um 1-2 da Honda com Pol Espargaró.

Esta, contudo, foi a última aparição de Marc no ano, já que ele perdeu os GPs do Algarve e da Comunidade Valenciana. Inicialmente, a Honda anunciou que ele tinha sofrido uma concussão durante um treino no off-road, mas, depois, foi constatado que ele mais uma vez estava com diplopia, uma condição que faz com que ele enxergue ― algo que já aconteceu nos tempos de Moto2.

Sem poder correr as duas últimas provas do ano, Márquez fechou o ano em sétimo, 136 pontos atrás do campeão Fabio Quartararo.

Além das duas últimas corridas, Marc mais uma vez desfalcou a Honda nos testes de pós-temporada, quando a montadora colocou na pista algumas das novidades que desenvolveu para recuperar terreno na MotoGP.

A temporada foi um longe do ideal, mas 2021 foi um ano especialmente difícil. Afinal, Marc se vê mais uma vez sem a certeza de que estará pronto para o campeonato seguinte. Um pouquinho de sorte viria até a calhar.

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