Spies nega problemas de relacionamento com Yamaha e mantém suspense sobre futuro

Após anunciar que não irá representar a Yamaha em 2013, Ben Spies negou que tenha problemas de relacionamento com o time nipônico. Piloto norte-americano manteve suspense sobre futuro profissional

Apesar da má fase na temporada de 2012 da MotoGP, Ben Spies surpreendeu ao anunciar que não iria representar a Yamaha no ano que vem dias antes da etapa de Laguna Seca. Encerrado o período de férias da categoria, o norte-americano concedeu uma entrevista ao serviço de imprensa do circuito de Indianápolis, palco da prova deste domingo (19), e contou que já havia se decidido há algum tempo e negou problemas de relacionamento com o time nipônico.

“Eu sabia antes do anúncio. É uma decisão que eu tomei já há algum tempo e sei que as mudanças às vezes podem ser boas e é isso que eu queria”, falou. “Tenho algumas coisas na mesa, mas estamos esperando para ver qual a melhor opção para o próximo ano. Eu queria tirar isso do caminho e sabia que não ficaria lá no próximo ano.”
 

Spies afirmou que não tem problemas de relacionamento com a Yamaha (Foto: Yamaha)


“Tenho boas memórias e boas corridas com a Yamaha e não é nada contra eles. Só não acho que combinamos muito bem ou trabalhamos bem juntos e quero estar em um bom ambiente para todos e, por isso, tomei essa decisão e comuniquei”, explicou. “Agora eu não tenho que me preocupar com nada, posso subir na moto, sair e pilotar”, continuou.

Questionado se tem um cronograma de quando irá revelar seu futuro, Spies preferiu manter o suspense. “Eu sei quando irei anunciar alguma coisa”, afirmou. “Todos vão saber e aí eu não alimentarei mais rumores ou começarei alguma coisa. Só vou esperar um pouco e deixar as pessoas imaginando por um tempo.”

O atual companheiro de Jorge Lorenzo também é bastante conhecido por suas atividades fora das pistas. Spies é dono de um restaurante no Texas, além de uma equipe de ciclismo. Na visão do piloto, as corridas não são as coisas mais importantes em sua vida.

“Motos não são as únicas coisas”, defendeu. “Eu tenho um amigo e nós investimos e construímos casas. Tenho alguns restaurantes agora, uma equipe de ciclismo e estou tentando algumas outras coisas”, contou.

“Mas só percebendo que, graças à família e outras coisas do tipo, correr é o meu trabalho, mas não é a principal, nem a coisa mais importante da vida”, garantiu. “Não são muitos os pilotos que percebem isso antes que seja muito tarde e eles tenham perdido muito do que poderiam ter sido. Eu percebi isso muito cedo e estou tentando tirar o máximo de vantagem possível”, encerrou.

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