Suzuki anuncia acordo com Dorna e oficializa saída da MotoGP ao fim de 2022

A Suzuki comunicou, na manhã desta quarta-feira (13), que chegou a um acordo com a Dorna para deixar o Mundial de Motovelocidade

LECLERC VENCE NA CASA DE VERSTAPPEN. FÓRMULA 1 2022 VIVE? | Paddock GP #295

A Suzuki conseguiu. Na manhã desta quarta-feira (13), a companhia anunciou, via comunicado oficial, que chegou a um acordo com a Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, para cumprir o desejo de deixar a categoria no fim da temporada 2022. Além da saída do Mundial de Motovelocidade, a Suzuki também abandona o Mundial de Endurance.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

A intenção da Suzuki sair da MotoGP foi inicialmente noticiada no começo de maio e causou comoção, uma vez que a fábrica renovara, ainda no ano passado, o contrato com a Dorna para permanecer até o fim da temporada 2026. A decisão foi tomada pela matriz da Suzuki no Japão e nada teve a ver com o braço esportivo. Até porque, o chefão da Suzuki na MotoGP, Livio Suppo, foi contratado também em 2021, após a ida de Davide Brivio para a Fórmula 1.

Logo, a Dorna se manifestou. Por conta do acerto até 2026, foi dura e afirmou que “as condições do contrato com a MotoGP não permitem que eles tomem essa decisão unilateralmente”. Era necessário, portanto, uma ida das duas partes à sala de reunião para chegar a um denominador comum. Agora, mais de dois meses depois, tal denominador foi alcançado – e não divulgado, ao menos por enquanto.

“A Suzuki decidiu encerrar a participação na MotoGP e no RWC por conta da necessidade de realocar recursos em outras iniciativas por sustentabilidade. Corridas de moto sempre foram um lugar desafiador para inovação técnica, incluindo sustentabilidade e desenvolvimento de recursos humanos”, disse o presidente da Suzuki, Toshihiro Suzuki.

Álex Rins é um dos afetados pelo fim da passagem da Suzuki na MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

“Essa decisão significa que começaremos uma nova operação no negócios de motos ao redirecionar as capacidades e recursos humanos que cultivamos em nossas atividades esportivas para investigar outras rotas a caminho de uma sociedade sustentável”, disse.

“Eu gostaria de expressar a minha maior das gratidões com todos os fãs, pilotos e acionistas que caminharam conosco e nos apoiaram com entusiasmo desde o estágio de desenvolvimento desde que retornamos à MotoGP”, falou.

“Continuarem a fazer meu melhor para apoiar Álex Rins, Joan Mir, a equipe Suzuki Ecstar e Yoshimura Sert Motul para que sigam competindo de maneira forte até o fim do ano”, finalizou.

A Suzuki conquistou o primeiro título dela na MotoGP em duas décadas quando Joan Mir venceu o campeonato de 2020. A partir deste momento, tanto Mir quanto Álex Rins, dois dos pilotos mais talentosos do Mundial, procuram nova casa. Embora ainda não haja oficialização, Mir se aproxima de um acordo com a Honda de fábrica, enquanto Rins conversa com a LCR.

Saídas intempestivas, aliás, parecem ser um hábito na Suzuki. Em 2011, por conta dos impactos da crise econômica da época, os japoneses anunciaram o fim da primeira passagem pela MotoGP depois até de contratar pilotos para o ano seguinte. Desta vez, o cenário é diferente.

A MotoGP está no recesso de verão europeu e retorna no fim de semana do dia 7 de agosto, em Silverstone, com o GP da Inglaterra. No atual campeonato, a Suzuki ainda não venceu e estrá à frente apenas da Honda entre os Construtores.

QUARTARARO CRESCE E MARCA DIFERENÇA NA PRIMEIRA METADE DA MOTOGP 2022
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar