Rossi planeja decisão nas férias, mas diz: “É muito difícil que eu corra no próximo ano”

Multicampeão da MotoGP ressaltou que o patrocinador da VR46 tem insistido para que ele corra na equipe própria em 2022 ao lado do irmão Luca Marini, mas classificou como “muito difícil” que ele vista o uniforme da equipe italiana

Como foi o GP da Alemanha de MotoGP vencido por Marc Márquez (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Valentino Rossi ainda quer usar as férias para tomar uma decisão, mas indicou que 2021 será a despedida da MotoGP. O italiano afirmou que é “muito difícil” que ele esteja na pista também no próximo ano.

Aos 42 anos, Rossi sempre atrelou à continuidade da carreira à performance, algo que tem faltado. Passadas as primeiras oito corridas da temporada, Valentino soma apenas 17 pontos e ocupa a 19ª colocação na classificação da MotoGP.

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Valentino Rossi indicou que não seguirá na MotoGP na temporada 2022 (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Nesta quinta-feira (24), a VR46 confirmou que estará na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2022 em parceria com a Ducati. No comunicado enviado à imprensa, o príncipe saudita Abdulaziz bin Abdullah Al Saud, mandatário da Aramco, a patrocinadora da nova equipe, declarou que gostaria de ver Rossi ao lado do irmão, Luca Marini. O piloto, porém, sinalizou que isso é improvável.

“Ainda não decidi. Vou pensar mais profundamente durante as férias. Também preciso falar com a Yamaha e com a equipe. Queremos tentar uma performance melhor e melhores resultados, claro”, disse Rossi. “O início da temporada até aqui não foi fantástico sob esse ponto de vista. Acho que será muito difícil que eu corra também no próximo ano”, seguiu.

“O príncipe está sempre me pressionando para correr ano que vem com a minha equipe e a Ducati, mas, no momento, acho que será muito difícil”, frisou.

Ainda, Rossi confirmou que conversa às vezes com o herdeiro do trono saudita, mas ressaltou que ainda não tomou a decisão.

“Em relação ao príncipe, nos falamos às vezes e ele sempre me pressiona para correr no ano que vem. Honestamente, não esperava que ele fosse dizer isso no comunicado de imprensa, mas sei que ele quer fazer isso comigo e o meu irmão”, contou. “Mas uso a mesma ideia e as mesmas palavras em relação não só às chances de correr com a Ducati, mas por si só no próximo ano com a minha equipe. Acho que será muito, muito difícil”, sublinhou.

Por fim, Rossi destacou que se vê como um piloto Yamaha, mas, apesar de ter conversado também com Suzuki e Aprilia, considera que a opção da VR46 de correr com a Ducati foi a “melhor para todo mundo”.

“A minha relação com a Yamaha é muito boa. Acho que fizemos juntos os melhores dias da minha carreira e acho que seria muito bom se fizéssemos uma equipe juntos no próximo ano”, ponderou. “Mas nós decidimos juntos, também porque corro com a Petronas, e a Petronas quer continuar com a Yamaha”, detalhou.

“No fim, sentamos juntos ao redor da mesa e decidimos assim, pois é melhor para todo mundo”, defendeu. “De qualquer forma, estamos muito felizes por correr com a Ducati, pois a moto é muito rápida e eles também apoiam bastante os pilotos da Academia e estão interessados nesse projeto”, encerrou.

A MotoGP volta à ação já no próximo fim de semana, com a nona etapa do calendário, o GP da Holanda, em AssenAcompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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