MotoGP

Viñales vê “pequeno passo” na Yamaha de 2020, mas duvida ser “caminho certo”

Depois do dia de testes em Brno, Maverick Viñales avaliou que as novidades preparadas pela Yamaha para 2020 representam um “pequeno passo”. O #12, porém, não soube dizer se a evolução seguiu o caminho certo

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Maverick Viñales avaliou que as novidades levadas pela Yamaha para o teste coletivo de Brno representam um “pequeno passo”, mas não soube dizer se o desenvolvimento seguiu o caminho certo. O espanhol considerou que o desempenho pode ter sido facilitado pelas condições de pista e, por isso, é melhor aguardar pelo teste de Misano.
 
Maverick completou algumas voltas com o novo protótipo e fechou o dia com o segundo melhor tempo, só 0s012 atrás de Fabio Quartararo, o líder dos trabalhos.
Maverick Viñales (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“É só um pequeno passo”, disse Viñales. “Não sei se no caminho certo, porque nós testamos quando tinha muita aderência na pista. E é aí que nossa moto funciona muito bem”, seguiu.
 
“Nós temos de testar quando não tem aderência. Acho que Misano será muito bom para testar quando estiver calor e muito escorregadio. Lá nós saberemos coisas mais realistas”, opinou.
 
Questionado se vê como um sinal positivo o fato de a Yamaha ter uma nova moto para ser testada neste ponto da temporada, Viñales respondeu: “Claro, é sempre positivo. Nos anos anteriores, nada de novo chegou aqui, então a fábrica está trabalhando muito duro. Fui muito rápido nas poucas voltas que fiz. Fui parecido com a outra moto ou mais rápido. Então isso é sempre positivo”.
 
“Mas fiz as últimas quando tinha aderência na pista, então precisamos ver em Misano, no calor é o pior cenário para ver como está funcionando”, frisou.
 
Viñales tinha dito que não iria aproveitar a segunda-feira para trabalhar pensando em 2020, já que segue focado na atual temporada. Assim, o espanhol aproveitou as condições da manhã para melhorar seu entendimento com a YZR-M1.
 
“Bom, na verdade, eu estava trabalhando para melhorar meu feeling para a corrida. Felizmente, as condições de manhã eram de pouca aderência”, comentou. “Nós trabalhamos bem duro. Nós encontramos uma maneira de melhrorar. Mas os testes sempre foram ótimos para nós. Isso não é nada novo. Vamos tentar manter a calma e o foco na Áustria”, frisou.
 
“Eu estava olhando muito para a freada. Estava trabalhando na suspensão dianteira. Estava me sentindo muito mais confortável com a moto na freada. A Áustria é uma pista totalmente diferente, então temos de chegar lá e ver se melhoramos. Aqui foi uma melhor na suspensão. Veremos na Áustria”, lembrou. 
 
Maverick explicou que quis trabalhar com o material que dispõe para tentar extrair o potencial máximo da M1.
 
“É muito importante, mas nós não tínhamos nenhum novo item para aceleração, então queríamos nos concentrar com o que temos para extrair a melhor performance. Sabemos que vamos sofrer com aceleração”, reconheceu. “Em três anos, nós não melhoramos muito a traseira. Nós focamos muito hoje para melhorar a dianteira e o feeling”, apontou.
 
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