Viñales vê problema sem solução há três anos e muda foco: “Não quero perder mais tempo”

O piloto da Yamaha decidiu focar na dianteira da YZR-M1 para tentar fazer o tempo de volta de outra maneira. O espanhol mostrou irritação, já que entende que sempre vai para as corridas ciente de sofrerá

Maverick Viñales perdeu a paciência com a Yamaha após a sexta-feira (18) de treinos para o GP da Emília-Romanha e da Riviera de Rimini. Apesar de ter fechado o primeiro dia em Misano com o quarto melhor tempo, o espanhol considerou que a casa de Iwata não consegue achar soluções para a falta de aderência na traseira e, por isso, decidiu modificar a forma de trabalhar com a YZR-M1.

Assim como nos últimos anos, Viñales não tem tido problemas para liderar treinos e testes, mas na hora da corrida, não consegue replicar a mesma boa performance. No início da semana, Maverick liderou um teste coletivo, mas na sexta-feira não conseguiu as mesmas sensações.

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“Infelizmente, não encontramos nada”, disse Viñales. “Tentamos repetir com o tanque de combustível cheio, mesma potência na moto e tivemos os mesmos problemas. Então, amanhã vamos tentar algo muito diferente”, anunciou.

Maverick Viñales se mostrou irritado com a falta de soluções da Yamaha(Foto: Yamaha)

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O companheiro de Valentino Rossi explicou que sempre focou em melhorar a aderência na traseira da M1, mas agora quer olhar para a dianteira para tentar fazer o ritmo necessário com outro estilo de pilotagem.

“Focamos muito na traseira, tentando achar mais aderência. E já são três anos sem que eu tenha encontrado mais aderência na traseira da moto, então, não quero perder mais tempo com a traseira. Sabemos que a traseira funciona de certa forma e precisamos tentar viver com isso”, defendeu. “Amanhã, vamos nos concentrar nos pneus dianteiros, tentar fazê-los funcionar, com mais estabilidade, melhor nas curvas. Vamos tentar ver se podemos resolver esse problema com a frente”, insistiu.

Viñales ressaltou que não tem grandes dificuldades para fazer um bom tempo com volta lançada, mas não consegue repetir o desempenho quando a aderência baixa.

“O problema é que quando tenho aderência, posso fazer o tempo de volta muito rapidamente, mas assim que perco grip, não posso virar do mesmo jeito, frear nos mesmos pontos e não tenho confiança nem mesmo com a dianteira”, explicou. “Basicamente, a minha ideia é trabalhar com a dianteira. Tentamos encontrar mais, mais e mais na traseira e estamos rodando em círculos, pois não temos nada na traseira nesses três anos”, avaliou.

“Voltamos sempre para o nosso acerto base. Não queremos perder mais tempo e agora vou tentar ganhar tempo de volta na entrada da curva e na velocidade de curva”, assegurou. “Precisamos nos concentrar nisso. É outro jeito de fazer o tempo de volta. Mas precisamos de algo diferente, pois não posso continuar do mesmo jeito, sabendo que vou sofrer na corrida”, pressionou.

“Esta tarde, tentei replicar as condições de corrida. Felizmente, não tinha uma aderência incrível na pista, então, consegui reproduzir muita coisa, mas dá para ver que os tempos de volta não foram especiais. O bom é que a cada saída, fui com o tanque cheio e consegui fazer 1min32s, mas não é o bastante. Precisamos encontrar algo mais. Precisamos encontrar o melhor quando temos 20 litros [de combustível]. Acho que estamos longe disso, especialmente com a dianteira. Hoje pareceu que quando tento forçar com o tanque cheio, travo muito a frente, especialmente com o pneu duro, e a moto se move muito. Então, não posso ser fluido nas curvas”, detalhou. “vamos tentar trabalhar de uma maneira muito diferente neste fim de semana e ver se encontramos alguma coisa positiva”, sublinhou.

No teste realizado na terça-feira, a Yamaha avaliou novos chassi, escapamento e braço oscilante de carbono. Os dois últimos, aliás, foram testados por Maverick na sexta-feira.

“Na terça, tudo funcionava, mesmo se colocasse molas mais macias, mais duras, um braço oscilante diferente. Tudo funcionava, pois tinha aderência na pista. Então, a moto funcionava bem”, explanou. “Mas hoje, sem a mesma aderência e em um fim de semana em que você tem de forçar mais, parece complicado de usar. Então, vou voltar para a minha moto padrão e modificar a dianteira para tentar entender como ganhar aderência e melhorar os tempos de volta”, encerrou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Emília-Romanha e da Riviera de Rimini, oitava etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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