Yamaha desperdiça favoritismo, e Márquez dribla dificuldades da Honda para chegar ao tri da MotoGP em 2016

Ao contrário do que aconteceu em 2014 e 2015, a Yamaha não conseguiu evoluir ao longo ao ano e acabou ficando para trás na comparação das rivais. Apesar de ter dominado o primeiro terço do Mundial, perdeu na disputa entre Pilotos e Construtores para a arqui-inimiga Honda, conquistando apenas o título de Equipes

 

A YZR-M1 alinhou no grid do GP do Catar com o rótulo de melhor moto do grid, mas esse favoritismo todo da Yamaha de nada serviu. Campeã nos três mundiais em 2015 — Pilotos, Construtores e Equipes —, a casa de Iwata não conseguiu repetir a performance do ano passado e acabou sendo duplamente batida pela arqui-inimiga Honda, que foi campeã entre as fábricas e viu Marc Márquez chegar ao tricampeonato. O único consolo da marca dos três diapasões foi a conquista do Mundial de Equipes.

 
Yamaha começou o ano como favorita, mas não conseguiu se manter (Foto: Yamaha)

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Cumprindo o prometido, Márquez se virou como pôde. Embora só tenha conquistado uma vitória no primeiro terço da temporada — no GP das Américas —, o espanhol se manteve no pódio em cinco das seis etapas, exibindo uma consistência que acabou por ser determinante.
 

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Do lado da Yamaha, Lorenzo e Rossi se revezaram nas vitórias. Três para o espanhol, duas para o italiano. Mas se sobrou consistência para o #93 neste primeiro terço do ano, faltou para a dupla de azul. Jorge abandonou na Argentina, enquanto Rossi caiu em Austin e teve uma triste — e incomum — quebra de motor em Mugello. (O mesmo tinha acontecido com a M1 do #99, mas durante o warm-up, o que minimizou consideravelmente dos danos).
 
A partir do GP da Holanda, o clima teve uma interferência maior. Lorenzo não exibiu uma boa performance na chuva e foi se afastando mais e mais da briga pelo titulo. Rossi, por sua vez, foi mais regular, esteve mais constantemente na disputa pelo pódio e por vitórias, mas ainda teve um oitavo posto na Alemanha depois de uma estratégia ruim e ficou fora do top-3 na Áustria e em Valência.
 
O momento decisivo, entretanto, aconteceu no Japão. Marc chegou ao traçado de Motegi com seu primeiro match-point, mas dependendo de uma matemática um tanto complicada para ser campeão. Em suma, o espanhol precisava vencer e de dois grandes revezes de Rossi e Lorenzo. E foi exatamente o que aconteceu. A dupla da Yamaha caiu e encurtou o caminho de Márquez rumo ao tri na MotoGP.
 
O favoritismo da Yamaha ficou pelo caminho por conta da falta de evolução da M1 ao longo do ano, enquanto a Honda conseguiu ajustar as fraquezas da RC213V. Com um melhor entendimento da eletrônica da Magneti Marelli, a máquina nipônica conseguiu se comportar melhor.
Marc Márquez conseguiu contornar os problemas da Honda (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O triunfo, porém, é muito mais reflexo da nova mentalidade de Márquez. Embora tenha encantado o mundo por ser um piloto impulsivo e explosivo, que parte sempre para o tudo ou nada, o jovem de Cervera soube explorar uma nova vertente em 2016, aprendendo com os anos anteriores. Se os muitos erros do ano passado lhe custaram uma chance de título, foi a falta deles que o levou ao quinto título da carreira no Mundial de Motovelocidade.
 

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Nas 15 corridas até a conquista do título, Marc ficou fora do top-4 apenas duas vezes — nos GPs da França e da Áustria —, pautando o ano por uma mentalidade distinta, um pouco mais ‘conformista’. Agora, o espanhol sabe aceitar uma posição inferior ao invés de arriscar tudo por uma vitória que pode não chegar.
 
Mesmo com uma RC213V que começou o ano mais fraca do que a YZR-M1, esse novo Márquez conseguiu ser mais eficiente que a dupla da Yamaha, minimizando os danos e aproveitando cada oportunidade. O piloto foi muito mais decisivo do que a máquina em 2016.
 
Mas não foram só as duas gigantes japonesas que tiveram destaque em 2016. A Ducati, enfim, voltou a ver a MotoGP de cima. Depois de um longo jejum, a fábrica de Borgo Bolonha conseguiu não uma, mas duas vitórias: primeiro com Andrea Iannone e depois com Andrea Dovizioso.
 
Depois de anos irregulares, a Ducati mostrou mais uma vez que a contratação de Gigi Dall’Igna foi um grande acerto e deixou os fãs da motovelocidade na expectativa por 2017, quando a chegada de um dos ‘aliens’ — Lorenzo, no caso — vai mostrar definitivamente o potencial real da Desmosedici.
 
Do lado da Suzuki, o ano também foi bastante positivo. A casa de Hamamatsu conseguiu deixar para trás parte dos problemas que marcaram 2015 e apresentou uma GSX-RR mais forte, especialmente nas mãos de Maverick Viñales. Amparada pela eletrônica comum, a equipe deu passos mais largos e conseguiu até uma vitória.
 
Os resultados foram tão bons que a Suzuki perdeu as concessões regulamentares e vai para 2017 em condições de igualdade com Yamaha, Honda e Ducati.
 
A Aprilia, por sua vez, fez basicamente aquilo que era esperado dela: nada. Ainda em desenvolvimento, a RS-GP deu alguns passos à frente, se aproximou do top-10, mas nada que fosse muito ameaçador. A casa de Noale ainda está longe de impressionar.
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