Yamaha fecha quebra-cabeça, corrige tropeço com Morbidelli e dá nova chance a Dovizioso

A partir do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, o ítalo-brasileiro vai defender a equipe de fábrica, enquanto o três vezes vice-campeão da MotoGP volta para o grid já para encaminhar os trabalhos de 2022

Fabio Quartararo disparou para a vitória em Silverstone após passar Pol Espargaró (Vídeo: MotoGP)

A Yamaha tirou da manga a peça que faltava para fechar o quebra-cabeça para da MotoGP. A partir do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, agendado para 19 de setembro, em Misano, Franco Morbidelli vai assumir o lugar deixado vago por Maverick Viñales na equipe de fábrica, enquanto Andrea Dovizioso retorna ao Mundial de Motovelocidade para preencher o espaço do ítalo-brasileiro na satélite SRT em 2021.

Na prática, a casa de Iwata fez dos limões, uma limonada. Morbidelli era a melhor solução para o time de fábrica. Além de ter feito por merecer a promoção com a performance do ano passado, o piloto nascido em Roma era também uma solução prática, já que tinha contrato para correr com os malaios em 2022. Chefe da SRT, Razlan Razali já havia confirmado que o filho de uma brasileira do Recife estava liberado para vestir o azul do time oficial. Bastava apenas o entendimento entre a marca dos diapasões e a VR46, que gere a carreira do piloto.

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Andrea Dovizioso vinha testando com a Aprilia em 2021(Foto: Aprilia)

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Raio-x do strike de Marc Márquez no GP da Grã-Bretanha de MotoGP

Conforme antecipou Lin Jarvis, diretor da Yamaha, durante a passagem por Silverstone, falta ainda a assinatura do contrato. Mas a decisão já foi tomada. Quando voltar à ativa após a longa recuperação da cirurgia no joelho, Franco terá um novo endereço.

Só que se a escolha por Morbidelli foi fácil de fazer, a composição da estrutura satélite foi mais difícil. Além de precisar de um substituto para o piloto da moto #21, a estrutura privada precisa de alguém também para o lugar de Valentino Rossi, já que o multicampeão decidiu se aposentar no fim do ano.

E aí é que mora o problema. Precisando de dois pilotos, natural que a Moto2 fosse o ponto focal. A Yamaha tentou contratar Raúl Fernández, um dos principais destaques do grid atual, mas a KTM fez valer o vínculo vigente e decidiu promover o espanhol para a classe rainha em 2022 com a Tech3.

Remy Gardner, o líder do Mundial, também vai para o time de Hervé Poncharal, enquanto que Marco Bezzecchi deve ser o nome para compor a VR46 com Luca Marini. Xavi Vierge e Jake Dixon aparecem como alternativas pela ligação atual com a SRT, mas a performance na divisão do meio não os deixou como alternativas óbvias, muito embora o britânico tenha sido o escalado para substituir Morbidelli no GP da Grã-Bretanha deste fim de semana.

Sem tantas alternativas fortes na Moto2, até a Moto3 passou a ser uma opção. Hoje, Darryn Binder, irmão de Brad, é cotado para a SRT em 2022. Mas este, que é um passo bastante largo, ainda não foi confirmado.

Neste cenário, Dovizioso surge como uma excelente alternativa. Ano passado, quando encerrou a negociação com a Ducati e optou por um ano sabático, Andrea falou em voltar em 2022, mas, até outro dia, essa parecia uma possibilidade irreal, especialmente pela relação lá não muito entrosada com a Aprilia.

Com os planetas alinhados, Dovi ganhou uma novo chance na MotoGP. E meio que voltando para um antigo endereço, já que ele já correu com a YZR-M1, ainda que com outra equipe.

Na casa de Borgo Panigale, Andrea foi fundamental no desenvolvimento da moto e, assim, pode usar a experiência para ajudar na evolução da Yamaha. Sem Rossi, vai ser bom para a fábrica japonesa ter alguém com mais bagagem dentro do time.

Em 2021, Dovizioso terá de usar a moto de Morbidelli. Ou seja, a M1 de 2019. Mas, para o próximo ano, a promessa é de equipamento de fábrica. Assim, a segunda chance do italiano de Forli chega acompanhada por uma generosa colher de açúcar.

Com Fabio Quartararo, Morbidelli e Dovizioso, a Yamaha junta talento, juventude e experiência, equilibrando as forças para garantir um futuro de sucesso na MotoGP. Dá até para arriscar subindo um jovenzinho direto da Moto3.

A MotoGP volta a acelerar no próximo dia 12 de setembro, com o GP de Aragão, no MotorLand. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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