Ex-técnico de Tottenham e Chelsea, Villas-Boas deixa time na China e anuncia participação no Rali Dakar

Na esteira de um período longe dos gramados, o treinador vai realizar um sonho de toda uma vida. Villas-Boas vai ter a chance de disputar pela primeira vez o maior rali do mundo. André vai ser o piloto e Ruben Faría, segundo colocado no Dakar de 2013 nas motos, como navegador em um Toyota Hilux da equipe sul-africana Overdrive

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André Villas-Boas tem um currículo de sucesso no futebol. Hoje com 40 anos, o luso, ex-auxiliar de José Mourinho, levou o Porto, time da sua cidade-natal, à conquista do Campeonato Português em 2010/11 e também à conquista da Liga Europa, na mesma temporada. Passou, sem tanto êxito, por Chelsea e Tottenham, na Inglaterra, até ser contratado pelo Zenit São Petersburgo, onde foi campeão da Copa da Rússia e do liga nacional. Desde 2016, porém, aceitou proposta milionária para treinar o Shanghai SIPG, time que conta no seu elenco com jogadores como os brasileiros Hulk e Oscar.

 
Mas Villas-Boas jamais deixou de lado uma paixão de menino: a velocidade. Oriundo de um país com muita tradição nos ralis, André chegou a participar, quando era mais jovem, de provas de enduro em Portugal. No entanto, o sucesso como treinador o levou a deixar de lado seu amor pelo esporte a motor. Amor que voltou a bater mais forte quando se viu com a primeira chance real de repetir o feito do seu tio, Pedro Villas-Boas, que disputou o Rali Dakar nas motos em 1982, quando a prova cruzava o continente africano.
André Villas-Boas vai dar um tempo na sua carreira de treinador. Tudo pelo Rali Dakar (Foto: Getty Images)
Aos 40 anos, André optou por não renovar seu contrato com o Shanghai SIPG. O desafio agora é outro. Villas-Boas vai disputar a 40ª edição da história do Dakar, o treinador e também piloto vislumbrou a possibilidade de correr de moto pela KTM, famosa marca austríaca que domina há anos a prova. Mas uma conversa o levou a mudar das duas para quatro rodas.
 
“Falei com meu amigo Alex Doringer, diretor da KTM, e ele me disse que precisaria de uma preparação completa durante um ano todo se quisesse ir em frente. Assim, entrei em contato com a Overdrive [equipe sul-africana que compete no Dakar em parceria com a Toyota] e vou estar na largada”, declarou o português.
 
Assim, Villas-Boas foi convencido a acelerar o Toyota Hilux de uma equipe vitoriosa que tem em seus quadros ninguém menos que Nasser Al-Attiyah, icônico piloto catariano, medalhista olímpico no tiro em Londres e bicampeão do Rali Dakar em 2011 e 2015. Villas-Boas vai ter ao seu lado, como navegador, o amigo Ruben Faría, vice-campeão da prova em 2013 nas motos. O também lusitano deixou a carreira nas motos para tornar-se diretor da fábrica Husqvarna. Mas está bastante empolgado com a nova função, atuando ao lado do amigo e comandando as planilhas de navegação.
 

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“Quando André me chamou para propor correr com ele, fiquei a pensar… por cinco segundos. É um desafio fantástico e acho que podemos fazer um bom Dakar, chegar ao acampamento todos os dias e não muito tarde. Tudo está pronto para que André Villas-Boas faça uma boa estreia no Dakar. Nos vemos em Lima. E esperamos nos ver também em Córdoba”, declarou Faría.

 
A abertura da 40ª edição do maior rali do mundo está marcada para 6 de janeiro, na capital peruana, com chegada prevista para 20 do mesmo mês em Córdoba, na Argentina.
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