Lenda do Dakar e primeiro a vencer nos carros e motos, Hubert Auriol morre aos 68 anos

Hubert Auriol, bicampeão do Dakar nas motos, em 1981 e 1983, e campeão nos carros em 1992, morreu neste domingo (10). O francês de 68 anos também foi diretor da maior prova do off-road mundial e ajudou a fundar a África Eco Race. Auriol morreu de parada cardiorrespiratória e estava internado há mais de um mês, infectado pela Covid-19

Ao mesmo tempo em que o Dakar completa o sétimo dia de provas da edição 2021, a 43ª da sua história, na Arábia Saudita, um nome vitorioso que deixou sua marca na maior prova off-road do mundo se foi neste domingo (10). Morreu Hubert Auriol, primeiro piloto da história a vencer o Rali Dakar nas motos e nos carros.

Campeão nas duas rodas em 1981 e 1983 pela BMW e dono do título nos carros ao lado do navegador Philippe Monnet a bordo de uma Mitsubishi na edição de 1992, quando a prova começou em Paris e terminou na Cidade do Cabo, Auriol sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O ex-piloto, ex-diretor do Dakar e um dos fundadores da África Eco Race estava internado há mais de um mês, infectado pela Covid-19.

Auriol era conhecido no meio como ‘O Africano’. E não era à toa, já que o piloto nasceu em 7 de junho de 1952 em Addis Abeba, na Etiópia, embora tenha sido criado na França, país que defendeu nas competições ao redor do mundo.

Hubert Auriol venceu o Dakar em três oportunidades (Foto: Presse Sports)

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Depois de uma carreira de amplo sucesso nas trilhas, Auriol foi chamado pela ASO (Amaury Sport Organisation) para ser diretor de prova a partir de 1995, ficando no cargo até 2004. Hubert também foi nomeado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) como Lenda pelos seus feitos na carreira, sobretudo no Dakar.

No rali mais famoso do mundo, competiu de 1979 a 1994, com três títulos conquistados, nas motos e nos carros — feito que só Stéphane Peterhansel e Nani Roma repetiram na história da competição.

Em dezembro, Hubert perdeu a esposa e ex-atleta Caroline Auriol após um mal súbito enquanto treinava de bicicleta em Paris. O casal deixa três filhas: Julie, Jenna e Leslie.

Em nota, a organização do Dakar se diz “emocionada e sentida” com a morte do lendário piloto e “deseja transmitir o mais sentido pesar a todos os familiares e amigos do homem que marcou os rumos da prova durante grande parte de sua história”.

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