Da ajuda familiar à ligação de equipe grande: 10 passos de Suzuki até vencer na Stock Car

Foram anos e anos de Rafael Suzuki buscando a primeira vitória na Stock Car, até que ela veio em Londrina, etapa mais recente da atual temporada. Assim, o piloto contou ao GP os momentos mais especiais do caminho para a glória

Foram seis anos buscando o primeiro triunfo, até que ele veio: na etapa de Londrina da Stock Car 2020, Rafael Suzuki enfim venceu.

Por isso, após “tanto sofrimento”, o GRANDE PRÊMIO pediu a Suzuki, hoje na Full Time que listasse os 10 momentos que o levaram à conquista pessoal na Stock Car. E assim ele fez antes da disputa em Cascavel no próximo final de semana.

Ajuda familiar

“Sem família, amigos e a Mariana (esposa), eu nunca teria vencido. Minha família me apoiou muito no kart, tive amigos pessoais que me patrocinaram sem contrapartida, sem marca no carro. Meus pais me ajudaram 100%. E a Mariana faz o trabalho extra-pista na Stock Car, vestiu a causa e faz muito bem o trabalho comercial que me ajuda a não só dar continuidade, mas manter o foco como piloto. Sem esses pilares eu jamais teria vencido.”

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Rafael Suzuki recebe a bandeirada da inédita vitória (Foto: Luís França/Vicar)
A porta fechada – que abriu outras

“Depois de correr na Europa, tive um desentendimento com a equipe e acabei não terminando o campeonato com eles. Mas essa fechada de porta foi boa para meu aprendizado e me fez olhar para a Stock Car no final de 2013. Se eu não tivesse tomado essa fechada de porta, talvez estivesse indo por outro caminho, até mesmo fora do profissionalismo.”

Estreia na Stock Car

“Consegui estrear em 2014. Fui muito incentivado pelo Beto Cavaleiro (hoje, chefe da Cavaleiro na categoria). Fiz duas corridas com um patrocinador, depois outro do Maranhão só para conseguir terminar o ano. Ano de muito aprendizado e muito difícil. Terminei com um sexto lugar em Curitiba e foi a primeira vez que tive contato com o Maurício Ferreira, da Full Time, que me ligou perguntando se eu tinha equipe para 2015. Uma surpresa, eles haviam sido campeões com o Rubens [Barrichello].”

Rafael Suzuki em seu ano de estreia na Stock Car (Foto: Stock Car)
A salvação

“2015 não foi um ano de bons resultados, mas aprendi bastante com o Luciano Burti como companheiro. Fiz uma amizade com o Márcio Matiazi, sócio do Ricardo Zonta, e tivemos um empatia… Por mais que o ano não tenha sido tão bom, essa a amizade me fez ganhar um patrocinador em 2017, por exemplo. Ele me ajudou a viabilizar uma temporada na Cavaleiro – um dono de equipe patrocinando para correr em outra equipe da categoria, engraçado.”

Aqueles que acreditaram

“Engraçado, entre aspas, que todas as equipes fizeram um esforço para que eu corresse por elas. Nenhuma precisei insistir ou chegar com patrocinador enorme. Todas sem exceção. Todos fizeram baita esforço para eu correr. E isso foi muito legal. Eles viabilizavam, os patrocinadores eram deles em maioria. E trabalhei com gente muito competente. Aprendi muito. E alcancei o profissionalismo antes dos resultado por isso, muito gratificante.”

Rafael Suzuki com Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car, onde correu em 2018 e 2019 (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Primeiro pódio

“Corrida 2 em Buenos aires, em 2017. Foi na estratégia, no risco. Mas eu era mal acostumado, porque nas outras categorias tinha pódio, vitória. Mas fiquei muitos anos sem um troféu na categoria que estava correndo. Então me tirou um peso das costas. Sem ele, a gente começa a duvidar, de alguma forma se vai chegar. Então o pódio veio numa boa hora e me deu oportunidades para os anos seguinte.”

Trabalho de equipe

“Tenho um pessoal que me acompanha: psicólogo, fisioterapeuta, preparador físico. Eles me ajudaram muito me vestiram muito minha camisa nesses últimos três anos. O Ricardo Takahashi, fisioterapeuta que fez Olimpíadas, Copa Davis, me ensinou muito a me cuidar. Tenho um psicólogo muito bom, que é o Eduardo Silo, que me deu muita maturidade, me fez entender o processo para atingir meus objetivos – e acho que ainda tenho muito a evoluir. Esse trabalho extra-pista é muito bacana – e eu não tinha esse luxo antes.”

O pódio em Buenos Aires (Foto: Duda Bairros/Vicar)
Viagem ao Rio

“Em 2018, tinha um contrato já renovado para 2019 com a Bardahl Hot Car, e me deu uma tranquilidade. Só que o ‘Seu’ Roberto, da marca, acabou falecendo. E eu fiquei meio sem chão. Apesar da equipe não ter desfeito o contrato, precisamos correr atrás de patrocinadores maiores. E aí teve um feriado em 2018, de terça a quinta, o que atrapalhava para ter reuniões… Mas a Mariana tinha um contato com a Orthopride, pegamos o carro no feriado e fomos atrás. Dirigimos 500 km, batemos na casa do cara e falei que queria conhecer o dono. Fomos ao Maracanã e conhecemos um dos diretores num jogo do Flamengo. E começou ali o relacionamento de um patrocinador que está comigo até hoje. Uma loucura que não me arrependo.”

Mensagem do atual chefe

“No final de 2019, já pensando em 2020, o Maurício [Ferreira, chef da Full Time] me mandou uma mensagem depois da penúltima corrida perguntando como estava minha situação – e ela estava indefinida. Ele quis conversar comigo, quis prontificar para ser parceiro e trabalhar juntos em 2020. Depois que ganhei a primeira corrida, falei que ele acreditou no meu trabalho muito cedo. Meses antes de sentar no carro dele pela primeira vez.”

Rafael Suzuki celebra a vitória em Londrina (Foto: Bruno Terena/Full Time)
A Full Time e os companheiros

“Tem muito chão pela frente, mas a equipe sempre me recebeu muito bem, sempre trabalhamos muito bem juntos. E os companheiros de equipe, sempre falei isso, desde o anúncio de que iria correr com eles, que o fato de estar ao lado de Rubens Barrichello, Matías Rossi e Nelsinho Piquet ia me trazer muito aprendizado. E, poxa, para mim é um privilégio trabalhar com três caras de ‘nível A’, que ganharam muita coisa. São três companheiros muito fortes e isso me ajuda a ir para outro nível. São caras muito bons, muito sérios, com trabalho muito legal interno. Isso me ajuda bastante.”

Suzuki volta à pista da Stock Car no próximo sábado, para a quinta etapa da temporada, e no domingo retorna para a rodada dupla que marca a sexta – tudo em Cascavel. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa.

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