Se tiver pique, Massa caminha para ser novo Barrichello da Stock Car

Não, Rubens Barrichello não pensa em parar - aliás, tem disputado mais corridas do que nunca. Mas Felipe Massa, se tiver vontade, pode permanecer na Stock Car tanto quanto o ex -parceiro de Fórmula 1

Se você entrou neste texto, precisa reparar que a palavra ‘substituto’ não foi usada no título: não, Rubens Barrichello não pensa em deixar a Stock Car, muito menos se aposentar; afinal, tem corrido mais do que nunca, com provas na Argentina, no Brasil e onde mais pintar. O termo escolhido foi ‘novo’: com a chegada na categoria para 2021, Felipe Massa pode ser um novo Barrichello. Especificamente para a Stock Car.

Massa anunciou que voltaria ao Brasil no final de 2020 e, na última semana, confirmou presença na Lubrax Podium, com estrutura da R. Mattheis e parceria de Julio Campos. Mas, pensando na categoria em si, mais coisas importam do que a equipe, e até mesmo do que os resultados que virá a conquistar a partir de março, quando o campeonato planeja iniciar.

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Felipe Massa vai correr a Stock Car em 2021 (Foto: Luís França/Vicar)

A primeira questão é a durabilidade: aos 39 anos, Massa tem físico e, como mostrou em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, força mental para permanecer na Stock Car por muitos anos. Barrichello estreou na categoria aos 40 anos, idade que Massa alcança em abril, ganhou o título aos 41 e hoje, aos 48, segue lutando por taças toda temporada que disputa. Se tiver o pique citado na manchete acima, Massa pode seguir o mesmíssimo caminho. É o que a Stock Car quer, aliás.

Fora da pista, mas perto dela, vem outro ponto: quando o público voltar aos autódromos, a chance de que a loucura que se forma em frente aos boxes da Full Time se repita nos da Lubrax Podium é real.

Barrichello é o único piloto da Stock Car que, durante as visitações aos boxes, precisa ter grades na frente de onde fica para que os torcedores cheguem em fila organizada. Ver Rubinho de perto – e não só do carro – é algo que leva pessoas às pistas, e Massa pode causar o mesmo furor – ou, ao menos, algo próximo.

Rubens Barrichello cercado por fãs na visitação da Stock Car (Foto: Duda Bairros/Vicar)

O próprio Massa já abordou mais uma questão: mídia. A Stock Car sofre com exposição, e em 2020 houve até piloto perdendo vaga no grid pois patrocinadores desistiram de apoiá-lo após a confirmação de que não haveria público nos autódromos.

Mas, em 2021, toda prova não só estará no SporTV, como também na Band, em TV aberta. Mesmo que os números do canal não sejam os mesmos da Globo, automaticamente um aumento de público acontece. Com Massa, mais gente ainda pode chegar, mesmo que seja apenas pela curiosidade em vê-lo, e acabar ficando.

Um sinal é a equipe pela qual vai correr: em 2020, a R. Mattheis manteve o nome de seu chefe, Rodolpho Mattheis; em 2021, chama-se Lubrax Podium, porque uma marca gigante resolveu investir ‘só’ pela chegada de Massa.

Julio Campos e Felipe Massa serão companheiros na Lubrax Podium em 2021 (Foto: Divulgação)

Por fim, a competitividade. Massa saiu e voltou para a Fórmula 1, antes de se aposentar de vez, porque tinha vontade de correr, e assim o fez. Foi para a Fórmula E e, mesmo não conseguindo andar na parte da frente do grid, continuou a fazer o que tinha vontade. Agora, volta ao Brasil de forma natural, e mais uma vez porque pode escolher o caminhos que segue.

No nível da Stock Car, que é alto em ao menos metade do grid, ele tem tudo para brilhar. Se continuar mostrando que está longe de largar as pistas, vai se destacar – e não vai demorar. Bom para Massa, para os fãs, para a categoria, até para Barrichello, que vê mais uma prova de que fez uma ótima escolha há quase uma década. É um casamento que tem tudo para ser duradouro e alegre, tal como o de Rubinho.

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