Coluna Extremos, por Danilo Dirani: O retorno

Volto agora com mais uma coluna falando das duas categorias que são os extremos das competições a motor: o kart e a F-Truck. Nos caminhões, vemos o domínio de uma marca. No kartismo, a temporada começou um pouco mais tumultuada que o normal

 
E aí, galera do GRANDE PRÊMIO e da coluna Extremos! Estive um tempo ausente, acertando coisas pessoais e da minha carreira e volto agora com mais uma coluna falando das duas categorias que são os extremos das competições a motor: o kart e a F-Truck.
 
Começando pelos pesados, neste ano não renovei para competir nem com a Ford nem com outra equipe. São muitas as razões, mas acredito que as coisas mudam e temos que seguir com o fluxo do rio, entender e aceitar o que está por vir, com muito trabalho. Porém, continuo com a categoria participando do Volta Rápida, que é o mesmo caminhão de corrida (Mercedes bicudo), em que levo convidados e patrocinadores para sentirem como é um F-Truck.
 
É muito divertido, na verdade, levar as pessoas e dar sustos nelas! Haha! E acredito ser importante para as pessoas terem noção do que é o Truck.

Esse é o caminhão do volta rápida (Foto: Instagram/Danilo Dirani)

 
Falando do campeonato, depois das três primeiras corridas, vemos um domínio de uma marca. Todas as etapas foram vencidas por caminhões Mercedes. A primeira, em Tarumã, por Wellington Cirino; a segunda, em Londrina, por Paulo Salustiano, e a terceira, em Caruaru, por Régis Boessio. Régis e Salu, por sinal, venceram suas primeiras corridas na carreira e com maestria. Fiquei muito feliz por eles e pelo trabalho deles aparecer.
 
Destaque também para a nova marca na categoria, a MAN, que é comandada pela RM competições, do Renato Martins. Em Caruaru, na terceira corrida da deles, marcaram a pole com o Leandro Totti e lutaram pela vitória, terminando em terceiro lugar.
 
Mesmo com certo domínio da Mercedes, a categoria mostra ter a maior competitividade e equilíbrio dos últimos anos. Todas as outras marcas, vêm sempre muito próximas da líder do campeonato.

A Scania, que conta com o Roberval Andrade em um Truck bicudo, diferentemente dos últimos anos, e com Leandro Reis, muito talentoso e que sempre briga pelo top-5. A Ford, depois de um ano muito aquém da capacidade da equipe por problemas mecânicos e eletrônicos, vem numa bonita evolução, trazendo de novo a minha ex-marca e meu amigo Djalma Fogaça a lutar sempre por boas colocações nas classificações e corridas.
 
Caruaru, que foi o destaque de público nesse começo de ano. Lotou o autódromo e mostrou ser um público fiel e que, apesar de distante dos principais pólos de corridas no Brasil, gostam muito de automobilismo.
 
Esperamos agora a etapa de Goiânia, que é a pista (no meu gosto) mais fantástica de guiar o caminhão da F-Truck. Veremos como será. Pelo retrospecto, os caminhões Mercedes são favoritos, mas a MAN vem numa crescente e a Scania e a Ford sempre andaram bem lá. Eu, em 2009, fui segundo com um caminhão Volvo.
 
Partindo para o kart (minha eterna e mais que divulgada paixão), a temporada começou um pouco mais tumultuada do que o normal. Problemas na homologação dos motores 2013, ânimos que divergem do que realmente nosso esporte quer, que é a principio, a diversão, a alegria e a formação de caráter para os jovens pilotos. Acredito que nada deve sair desse âmbito, pois a superreal é que o kartismo vive dessas três coisas.
 
Mas, falando dos resultados na pista, as três edições que realizamos do Super Kart Brasil, mostramos que estamos com a fórmula certa para a formação dos jovens pilotos. Falo isso porque vimos um alto nível de guiada e de profissionalismo, no que se refere à questão pura do kart. Hoje, considero o SKB, um evento que reúne o que tem de melhor no Brasil a nível técnico de equipes e pilotos. E nós, que organizamos e corremos (eu, meu irmão Dennis, André Nicastro e Sérgio Jimenez), sempre tentamos passar um pouco da nossa experiência, dentro e fora das pistas, para que a molecada tenha uma formação forte, e porque também não falar dos mais velhos, já que vemos um automobilismo ‘gentlemen’ bem ativo no país?

Danilo foi ao pódio em dois dos três SKB's de 2013 (Foto: Fabio Oliveira)

 
Foram realizadas três etapas (Interlagos, Aldeia da Serra e Itu) e a próxima será nos dias 22 e 23 de junho, em Interlagos, mas no sentido invertido do traçado. Que, por sinal, galera, é muito louco! Descer aquele esplanadão e fazer aquele ‘Esse’ da reta da arquibancada, é demais! E espero uma competitividade muito legal entre todas as marcas envolvidas, de chassis e motor. O nível de profissionalismo e desenvolvimento das fábricas (Techspeed, Birel, Kart Mini, Thunder, Mega, PPK) e de todas as marcas importadas (no SKB, chassis homologados CIK, podem ser usados na KZ e na Graduados), vem muito próximas e vemos claramente, como não se via antes de maneira muito precisa, uma marca se adaptar melhor a uma pista ou condição, do que a outra. E isso é demais para o esporte de alto nível!
 
Usei no começo desse ano, chassis TonyKart, com quem já tive um relacionamento com a marca nos EUA e ainda o mantenho, pois corro com os motores Vortex (de propriedade da Tony). Mas algumas coisas rolaram nesse tempo e, como dizem que todo bom filho a casa torna, trago meu trabalho para minha família Kart Mini competindo na categoria dos karts com marcha, mas desenvolvendo sempre os karts normais.
 
No mais, é isso! Trabalhamos muito duro, para levar o kartismo de um esporte de Happy Hour ou de brincadeira somente para um esporte de alto nível, onde muitos vivem dele. Pilotos estão sendo contratados pelas fábricas, fazendo driver-coach para molecada e/ou para quem começa mais tarde. E, no fim, o nosso kart tem para todos, dos oito aos 80, todos podem!
 
Por enquanto é só, volto logo, com um intervalo menor agora!
 
Abraços,
 
Danilo Dirani

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