WEC: Ex-grid girl da Benetton, Ihara revela ter sido alvo de preconceito ao longo dos 25 anos de carreira

Única mulher do WEC, Keiko Ihara afirmou que conquistou o respeito dos pilotos do campeonato ao mostrar que tem pode brigar por bons resultados na pista. A nipônica divide a equipe Gulf Middle East com Jean-Denis Délétraz e Fabien Giroix

Única mulher do Mundial de Endurance, Keiko Ihara já foi obrigada a conviver com todo o tipo de desconfiança. Com quase 15 anos de carreira no automobilismo, a japonesa afirmou já ter convivido com vários tipos de preconceito: por ser mulher, por ser asiática e também por já ter sido grid girl da equipe Benetton.

Ao Grande Prêmio, Keiko revelou que foi justamente o emprego de modelo que abriu as portas para o esporte a motor. A pilota japonesa explicou que começou a trabalhar para a equipe italiana quando ainda estava na universidade. A partir daí, ficou tão fascinada com o automobilismo que decidiu largar tudo e se dedicar aos carros de corrida.

Keiko Ihara afirmou que no WEC já não sofre com a desconfiança de companheiros e adversários (Foto: Rodrigo Berton / Agência Warm Up)

“Quando eu estava na universidade, eu consegui um emprego como modelo e grid girl para a equipe da Benetton na F1. Então, quanto mais eu conhecia esse trabalho percebi que o mundo do automobilismo é fantástico e decidi tirar a minha licença de piloto. Finalmente, aos 25 anos de idade, comecei a pilotar no Ferrari Challenge, no Japão”, contou.

Só que o começo no esporte não foi nada fácil. A asiática revelou que já ouviu que não poderia correr por ser mulher e que deveria se dedicar a outras coisas. No entanto, Keiko não se importou com as críticas. Continuou no automobilismo até chegar ao Mundial de Endurance, onde faz parte da equipe Gulf Middle East ao lado de Jean-Denis Délétraz e Fabien Giroix.

“Muita gente já disse isso para mim, mas agora não ouço isso tanto porque consegui chegar ao WEC e perceberam que eu posso pilotar rápido e em alto-nível. Mas já ouvi muita gente dizendo que eu não posso pilotar ou não deveria pilotar”, disse.

Com a carreira consolidada, Ihara afirmou que no WEC não tem sofrido preconceito. A pilota disse que alguns adversários não querem ser derrotados por ela, mas nada que deixe o ambiente pesado. “Na maioria das vezes, as pessoas são muito legais comigo. Algum diretor ou engenheiro pode ter alguma desconfiança, mas eu mostro que dirijo bem, então as pessoas acabam me cumprimentando e dizem que estão muito felizes em ter uma pilota no WEC”, encerrou.

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