Pontos na superlicença e Williams: Chadwick caminha para ser próxima mulher na F1

Ganhando cada vez mais espaço no cenário internacional do esporte a motor, a britânica se aproxima cada vez mais de ganhar a oportunidade de comandar um carro da categoria

Jamie Chadwick tem se tornado nome cada vez mais comum aos ouvidos dos apaixonados por esporte a motor. A inglesa, mesmo com pouca idade, tem conseguido cada vez mais espaço no esporte e caminha para se tornar a próxima mulher a comandar um carro de Fórmula 1.
 
Entrando jovem nas competições, começou a correr de kart quando ainda tinha 11 anos. Mas não demorou muito para dar o próximo passo e passar a disputar nos carros, fazendo a estreia no Campeonato Britânico de GT em 2015. Já no ano seguinte, foi a grande campeã.
 
O próximo passo então foi dado. Sua jornada nos fórmula começou em 2017, quando passou para a Fórmula 3 Britânica. Disputando contra mais de 20 adversários nas duas temporadas que passou na categoria, fechou ambas dentro do top-10, começando a mostrar seu talento natural.
 
Sua carreira, entretanto, só iria deslanchar após ingressar na MRF Challenge F2000. Em seu primeiro, e único, campeonato, fez questão de escrever a história e conquistar o título batendo os 15 rivais do grid. Com isso, tornou-se a primeira mulher a ser campeã na categoria.
Jamie Chadwick (Foto: Reprodução)
E os resultados, e convites, continuavam aparecendo. Neste meio tempo, chegou a participar do teste de novatos da Fórmula E em 2018 e 2019 pela NIO, primeiro em Ad Diryah e depois em Marrakech. Neste ano, mais uma vez voltou para o ensaio, mas agora com as cores da Jaguar.
 
A W Series também teve papel fundamental na escalada da pilota, já que apresentou Chadwick de forma definitiva para o mundo. Na categoria exclusivamente feminina, acumulou cinco pódios em seis corridas – sendo duas vitórias, para levar o primeiro caneco da história. E agora volta esta temporada para defender o título.
 
Mas isso não foi tudo, indo ainda para a Ásia participar da F3 local, onde conseguiu resultados frutíferos. Depois de bem adaptada ao carro, empilhou cinco pódios em seis corridas, sendo um deles vitória. Com a soma dos bons resultados, saltou para quarta na classificação, garantindo seus dez primeiros pontos na superlicença.
 
E quantos tentos são necessários para poder comandar um carro de F1? 25 para andar em um treino. Para disputar uma corrida são 40. E ao menos os últimos 15 Jamie pode conseguir ainda em 2020. O motivo é que a W Series vai distribuir pontos para as pilotas, com a campeã levando a exata quantia. Vale lembrar que Chadwick levou o primeiro título da história da categoria.
 
E a porta de entrada da Fórmula 1 já está mais do que aberta. Pelo segundo ano consecutivo, a pilota vai seguir no papel de desenvolvimento Williams. Com isso, vai acumular experiência e horas no simulador do time, assim como fez em 2019.
 
Mulheres têm conseguido cada vez mais espaço para se estabelecer de forma definitiva no esporte a motor. Se a última pilota que fez parte do grid da Fórmula 1 foi há 40 anos, Chadwick caminha com passos firmes para encerrar a seca na categoria.

 

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