FIM vê “prazo muito apertado”, mas nega “motivo para alarme” com obras em Goiânia

Ao GRANDE PRÊMIO, Paul Duparc, diretor-esportivo da Comissão de Circuitos da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) reconheceu que o prazo para a conclusão das obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna é “muito apertado”, mas destacou que o trabalho segue “incansavelmente” para que tudo esteja pronto a tempo do GP do Brasil marcado para 22 de março

A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) avaliou que “não há motivo para alarme” apesar do atraso na entrega das obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Mesmo reconhecendo que o “prazo é muito apertado”, a entidade máxima do motociclismo pontuou ao GRANDE PRÊMIO que as equipes trabalham incansavelmente para concluir a reforma a tempo do GP do Brasil de MotoGP, marcado para 22 de março de 2026.

No início da semana, o GP confirmou que pedidos de adequações feitos após vistorias da comissão médica, da FIM e da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, tinham adiado a conclusão dos trabalhos na pista de Goiânia.

Procurado pelo GRANDE PRÊMIO, Paul Duparc, diretor-esportivo da Comissão de Circuitos da FIM ― que é o órgão responsável pela homologação da pista ―, relatou que a federação recebe vídeos e fotos semanais como um relato do progresso das obras.

“O prazo é, de fato, muito apertado, e as equipes de trabalho no local estão trabalhando incansavelmente para terminar a tempo”, disse Duparc. “Temos um representante da FIM que está monitorando de perto o progresso do trabalho. Nós recebemos vídeos e fotos semanalmente, nos mantendo informados sobre o progresso do trabalho”, continuou.

Goiânia está em obras para receber a MotoGP (Foto: Secom)

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De acordo com Duparc, além de o trabalho com o asfalto já estar avançado, as vias de acesso também já estão adiantadas, assim como a aquisição de zebras, tintas e barreiras de proteção.

“O vídeo mais recente nos mostrou que as primeiras camadas de asfalto já foram depositadas, as vias de acesso foram preparadas e uma grande parte das barreiras já foram instaladas”, revelou ao GP. “Os materiais de acabamento (zebras, tintas homologadas pela FIM, ‘airfences’ e proteções) já foram encomendados para vários fabricantes”, apontou.

Por fim, Duparc frisou que, ainda que o tempo seja curto, ao menos por enquanto, a realização da prova não preocupa.

“Então, sim, o prazo é muito apertado, mas, por enquanto, não há motivo para alarme”, encerrou.

Ao GRANDE PRÊMIO, a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer confirmou que a comissão médica solicitou a incorporação de uma cobertura no ponto de entrada da ambulância no centro médico, uma medida para garantir mais privacidade.

Os inspetores da FIM, por outro lado, pediram outras modificações, a maioria delas na área do paddock. Foi solicitado aos empreiteiros o alargamento das portas dos boxes em 1,5 metro. Essa obra, que é a de execução mais complicada, já começou. Além disso, os fiscais solicitaram que o espaço atrás da parte edificada tivesse mais profundidade. O novo projeto já foi aprovado e também está em fase de execução.

O governo de Goiás está investindo R$ 55 milhões na modernização do circuito para poder receber o Mundial de Motovelocidade. Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou para uma movimentação financeira superior a R$ 898 milhões com a realização da etapa.

A MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.

Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu etapas entre 1987 e 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, por onde correu durante uma década.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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