CEO garante Verstappen na Red Bull até fim da carreira: “Não tenho dúvidas quanto a isso”

Diretor-executivo da Red Bull, Oliver Mintzlaff reconheceu a importância de entregar um carro competitivo a Max Verstappen nos próximos anos, mas disse que a lealdade do piloto à equipe vai além das pistas

CEO do grupo Red Bull, Oliver Mintzlaff mostrou confiança na lealdade de Max Verstappen e garantiu que o piloto vai competir pela equipe austríaca até o fim da carreira na Fórmula 1. E nem mesmo a possibilidade de os taurinos começarem atrás das rivais com o novo regulamento de 2026 foi capaz de amedrontar o dirigente, que elogiou o trabalho do pessoal na fábrica e apontou que existe “um clima diferente” em Milton Keynes desde que Christian Horner foi demitido.

Além de mudanças robustas na aerodinâmica dos carros, incluindo o fim do efeito-solo e a substituição do DRS pelo Manual Override Mode (Modo de Ultrapassagem Manual, em tradução livre), por exemplo, os motores do próximo ano terão a parte elétrica ampliada, passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% dos antigos — e combustível 100% sustentável.

Com o fim da parceria com a Honda, a Red Bull decidiu seguir um caminho inédito nessas duas décadas de presença na F1 e passou a contar com o apoio técnico da Ford para produzir os próprios propulsores a partir de 2026. Embora o desafio seja imenso, os taurinos sempre demonstraram muita confiança no projeto — e isso se reflete até mesmo em Raymond Vermeulen, empresário de Verstappen, que se disse satisfeito com todo o investimento que está sendo feito nos últimos anos.

Porém, o desempenho ruim da equipe durante boa parte de 2025 levantou sérias dúvidas em relação à permanência do tetracampeão, que chegou a conversar com Toto Wolff, chefe da Mercedes, em determinado momento. Além disso, rumores apontavam para uma cláusula no contrato do piloto, com Helmut Marko, antigo consultor, posteriormente reconhecendo este fato. Vale lembrar que o acordo entre as partes é válido até 2028.

CEO da Red Bull garantiu a permanência de Max Verstappen até fim da carreira na F1 (Foto: Michael Potts/Motorsport Images)

“O que é importante dizer é que não tenho medo de nenhuma cláusula de desempenho no contrato dele. A coisa mais importante para um atleta é que veja que todos na equipe estão dando o máximo por ele. E acho que Max está impressionado com a forma como os resultados e o clima dentro da equipe se desenvolveram neste ano”, disse Mintzlaff em entrevista ao jornal De Telegraaf.

“Claro que Max sempre quer vencer e ter o melhor carro possível, mas nós também queremos isso. Enquanto Max sentir que estamos trabalhando nisso e fazendo tudo o que está ao nosso alcance, acredito que permanecerá leal a nós”, apostou. “Ele também vê o quanto investimos no nosso próprio motor. Não se esqueçam de que somos uma marca de bebidas energéticas e do quão único é esse passo”, continuou o CEO da Red Bull.

“Sinto que existe uma enorme apreciação e lealdade mútuas. Para mim, não há dúvida de que Max Verstappen encerrará a carreira na Red Bull”, cravou o dirigente, que inevitavelmente foi questionado sobre uma possível saída do tetracampeão caso a escuderia austríaca comece como quarta, quinta ou sexta força em 2026.

“Ninguém sabe, talvez sejamos a segunda ou a terceira força. Sei que temos algumas pessoas extremamente talentosas trabalhando para nós. E não se trata apenas do motor, mas também do chassi. Christian Horner também trouxe muitas pessoas boas nos últimos anos — basta olhar para o departamento de motores”, respondeu.

Max Verstappen tem contrato com a Red Bull até o fim de 2028 (Foto: AFP)

“Sempre haverá gente saindo quando um concorrente faz uma boa oferta. Mas também acho que muitas pessoas veem que agora existe um clima diferente aqui. E que veem a Red Bull como uma equipe vencedora, descolada, que dá aos talentos a oportunidade de se desenvolver”, concluiu Mintzlaff.

Na última sexta-feira (19), o site alemão Motorsport-Magazin informou que duas fabricantes de motores — rumores apontam para Red Bull e Mercedes — descobriram uma brecha no regulamento que poderia resultar em uma vantagem considerável de desempenho. Desta forma, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já considera rever as regras para que não haja uma grande discrepância entre as unidades de potência.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.

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