Albon espera 2026 “muito desafiador”, mas vê “oportunidade maior” para equipes menores

Alexander Albon afirmou que o próximo ciclo de regras da F1 é mais interessante do ponto de vista das equipes do meio do pelotão do que das ponteiras

Enquanto a Fórmula 1 entra em contagem regressiva para o início da pré-temporada 2026, pilotos tentam fazer algum prognóstico do que esperar do próximo ciclo de regras. Alexander Albon, por exemplo, aposta em um ano “muito desafiador” para todos, ainda que enxergue mais oportunidades para as equipes da chamada ‘F1 B’ com a mudança no regulamento técnico.

A principal novidade de 2026 é a chegada das novas unidades de potência, com a parte elétrica ampliada, mas há também importantes ajustes na parte aerodinâmica, como o fim do DRS, além da aerodinâmica ativa que vai permitir aos pilotos mudança na angulação das asas dianteira e traseira durante a volta. A diferença é tanta que várias equipes voltaram o foco para o projeto com o campeonato em andamento.

Albon, no entanto, admitiu em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO que não está tão ansioso para a chegada do novo ano. Em seguida, questionado se esperava uma temporada melhor, afirmou: “Melhor é um termo amplo, porque se considerarmos a pilotagem, será desafiador”.

“Talvez do lado mais purista da pilotagem seja mais complicado, um pouco não tão convencional em termos de como abordar os carros no ano que vem, mas também há oportunidades nisso. E sim, será muito desafiador”, completou.

A Williams apresentou crescimento significativo em 2025 (Foto: Williams)

O motor é o ponto que mais tem gerado debate, sobretudo após a imprensa inglesa noticiar que Mercedes e Red Bull haviam encontrado uma brecha capaz de render até 0s4 em tempo de volta. Mas enquanto a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) garante a legalidade do trabalho, Albon lembrou que não tem como saber quem está, de fato, em vantagem no desenvolvimento.

“Ninguém sabe realmente como os carros vão se comportar de verdade, como tudo vai se desenrolar no próximo ano, mas há oportunidades nisso”, avaliou.

“Talvez se você for a McLaren, essa mudança de rumo não seja desejada, mas para uma equipe como a nossa, onde parece que estamos caminhando para o ambiente certo, a cultura certa para nos aproximarmos das equipes de ponta, essa reformulação é uma oportunidade, é empolgante para nós, talvez até mais do que para outras equipes”, encerrou Albon.

A Williams apresentou significativo crescimento em 2025, encerrando o Mundial de Construtores na quinta colocação, com 137 pontos.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.

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