Ducati mostra motos de Marc Márquez e Bagnaia para manter hegemonia na MotoGP

Campeã vigente da MotoGP, a Ducati aproveitou a segunda-feira (19) para exibir as Desmosedici com que Marc Márquez e Francesco Bagnaia vão disputar a temporada 2026. Meta da escuderia italiana é manter o domínio na classe rainha do Mundial de Motovelocidade na despedida dos motores 1000cc

Depois de Pramac, VR46 e Aprilia, chegou a vez de a Ducati apresentar as armas para a temporada 2026 da MotoGP. A casa de Bolonha reuniu convidados em Madonna di Campiglio, na Itália, para exibir as Desmosedici com que Marc Márquez e Francesco Bagnaia vão defender a hegemonia da montadora no último ano das 1000cc.

No ano em que completa 100 anos, a marca de Borgo Panigale decidiu celebrar o centenário com um layout diferente. Claudio Domenicali, diretor-executivo da marca, explicou que a nova cor da Desmosedici é chama de ‘Rosso Centenario’ e destacou que a introdução de listras brancas também faz referência à história da marca.

No novo layout, a Ducati adotou um vermelho fosco, mas agora com duas faixas brancas no centro da moto. A listras também estão presentes nos macacões dos pilotos, mas nas laterais, aparecendo nos ombros.

“Um vermelho escuro, como aquele da origem: do vermelho da Ducati 60 (1949), a primeira motocicleta completa que marcou a nossa entrada no mundo da fabricação de motocicletas, até a Gran Sport ‘Mariann’ (1955), a primeira Ducati projetada para corrida pelo engenheiro Fabio Taglioni”, explicou a marca.

Ducati mostrou um layout diferente para 2026 (Foto: Reprodução)

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“Entramos em 2026 com resultados esportivos que falam por si e com uma equipe que, ao longo do tempo, demonstrou ética de trabalho e consistência extraordinárias: quatro títulos seguidos de pilotos e seus títulos de Construtores são resultado de um caminho preciso, não de incidentes isolados”, comentou Domenicali. “A equipe Ducati Lenovo hoje representa a síntese mais avançada do método Ducati, combinando expertise técnica, organização sólida e ambição constante. Com Marc e Pecco, temos dois campeões extraordinários, guiados por uma motivação extremamente forte e por objetivos, prontos para buscar nova confirmação e respostas importantes”, continuou.

“Junto deles está a Desmosedici GP, uma moto nascida da continua evolução e de escolhas técnicas objetivadas, que representam o pináculo da nossa visão tecnológica e que, neste ano especial, se tornou ainda mais icônica ao se vestir de um vermelho que lembra nossa história”, destacou. “É com essa combinação de pessoas, pilotos e motos que encaramos a próxima temporada, com determinação de continuar a sermos competitivos e atingir novo sucesso esportivo”, encerrou.

A Ducati apontou que trabalhou para sanar o problema de vibrações, que foi uma queixa frequente no ano passado. Além disso, a montadora italiana trouxe uma nova versão do sistema de rebaixamento de suspensão, a última, já que os sistemas serão barrados para 2027.

“Esta temporada, em termos de valor e tomara também que de espetáculo na pista, é diferente das anteriores”, pontuou Gigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse, a divisão de corridas. “Nós vamos celebrar o centenário da Ducati e, ao mesmo tempo, será um ano de transição considerando a mudança radical de regulamento em 2027”, seguiu.

“As corridas são parte do DNA de Borgo Panigale, e nós esperamos honrar este marco extremamente importante mostrando a tecnologia das nossas motos e estabelecendo novos recordes”, avisou. “Estamos orgulhosos de vestir Rosso Centenario e as listras brancas na carenagem das novas motos Desmosedici GP para lutar, como Ducati, pelo sétimo título seguido de Construtores e pelo sexto título de Pilotos do nosso rol de honra. São metas ambiciosas e é difícil pensar em mais”, comentou.

Sob a batuta de Gigi Dall’Igna, a Ducati faturou a tríplice coroa em 2025 graças a uma campanha irrepreensível de Marc Márquez, que dominou as ações para faturar o título com antecedência, igualar o recorde de Valentino Rossi e concluir uma reação histórica depois da epopeia resultante da fratura sofrida em 2020 no braço direito. Nem tudo, porém, foi alegria em Bolonha.

Ducati celebra centenário em 2026 (Foto: Ducati)

Vindo de dois títulos e um vice-campeonato, Bagnaia esteve irreconhecível no ano passado. O #63 não se entendeu com a GP25 em momento algum e, salvo alguns flashes de boa performance, amargou um ano para lá de apagado, o que alimentou rumores até de um divórcio com a marca pela qual sempre foi apaixonado.

Neste cenário, a Ducati tinha importantes decisões a tomar. Por conta da mudança de regulamento para 2027, quando a MotoGP passa a ter motos de 850cc, o Mundial optou pelo congelamento no desenvolvimento dos motores. Assim, os propulsores instalados na moto deste ano têm de ser os mesmos que já estavam em uso no ano passado.

No caso da Desmosedici, como a Ducati tinha homologadas as GP24 e GP25, os motores destas duas motos estavam disponíveis para escolha. Qualquer um dos dois estaria dentro do regulamento.

Durante o período de férias, Davide Tardozzi, chefe da equipe de fábrica, reconheceu a importância histórica de Pecco para a companhia e, por isso mesmo, salientou a obrigação da marca de ajudá-lo a recuperar a boa performance.

Enquanto o italiano vem para 2026 na dependência de um auxílio técnico, Márquez precisou de uma ajuda do departamento médico. Logo após conquistar o título, o #93 foi derrubado acidentalmente por Marco Bezzecchi na Indonésia e lesionou o ombro direito, o que o tirou de combate no restante do ano. Desde então, o irmão de Álex passou por uma cirurgia e se dedicou à fisioterapia, voltando à motovelocidade apenas no início de janeiro.

Ainda assim, a expectativa é alta por mais um ano histórico de Marc. Afinal, ele terá a chance de passar Rossi e chegar ao décimo título mundial da carreira.

“Tenho pouco a acrescentar também falando sobre Marc e Pecco: são dois campeões, diferentes, mas campeões. Marc provou ser um campeão capaz de superar todas as adversidades para encontrar paz, vitória e velocidade. Pecco teve dificuldade, mas nunca desistiu e colocou o talento dele a teste, demonstrando que pode voltar a ser um verdadeiro protagonista”, apostou Dall’Igna.

Para a Ducati, porém, a pressão parece cada vez maior, especialmente vinda da Aprilia. A casa de Noale mostrou um crescimento interessante na reta final do campeonato passado e vem para este ano sonhando com o título.

O poderio da Desmosedici promete ser colocado à prova, mas Gigi Dall’Igna já deu inúmeras provas de que tem sempre uma carta na manga para manter a protótipo vermelho à frente das rivais. Talento dos pilotos a gente já sabe que não vai faltar.

A fase de apresentações segue na quarta-feira (15), com Yamaha e Trackhouse, que exibem as motos de Fabio Quartararo e Álex Rins e Raúl Fernández e Ai Ogura, respectivamente. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa.

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