McLaren destaca “senso de responsabilidade” em debate sobre F1 2026 e reforça objetivo
Andrea Stella apontou aceitação do público e poder de atração de novas montadoras como desafios em debate para ajustar regulamento da Fórmula 1, mas destacou esforço feito para encontrar equilíbrio entre pilotagem e segurança
Andrea Stella destacou os pontos que acredita necessitarem de ajustes no regulamento da Fórmula 1 2026. O chefe da McLaren explicou que gostaria de ver medidas que possam permitir aos pilotos acelerar mais nas classificações, sem comprometer a segurança. Por outro lado, lembrou que as regras foram definidas tendo em mente atrair novas montadoras e ponderou que a recepção do público às primeiras etapas da temporada foi positiva.
O novo regulamento técnico da F1 vem sendo alvo de muitas reclamações dos pilotos desde o início do ano. A principal insatisfação é em relação às novas unidades de potência, que têm divisão praticamente igualitária entre motor a combustão e bateria.
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As primeiras corridas da temporada expuseram desafios ligados à gestão de energia, segurança e dinâmica de corrida. Entre os pontos de preocupação está o uso excessivo de lift and coast, que pode gerar grandes diferenças de velocidade entre carros em pista e pôr em risco a segurança dos pilotos. Um exemplo citado foi o acidente de Oliver Bearman em Suzuka, ao tentar evitar o carro muito mais lento de Franco Colapinto.
Apesar das críticas e dos debates pensando em ajustes, Stella lembrou que o regulamento foi desenvolvido pensando em atrair novas montadoras — objetivo alcançado com Audi, Cadillac e Ford, em parceira com Red Bull. Além disso, o chefe da equipe destacou a boa recepção do público como fator que torna a discussão ainda mais complexa.

“Estamos bem cientes, e Stefano [Domenicali, CEO da F1] nos lembrou disso recentemente, de como chegamos a esse novo regulamento e como a arquitetura as unidades de potência foi necessária para atrair algumas das grandes montadoras. As regras foram definidas centradas nisso, com o objetivo de deixar os carros mais leves e ágeis, tendo duas premissas básicas: garantir o máximo de segurança e preservar o espetáculo que tivemos nos últimos anos”, afirmou.
“Nos últimos meses temos visto os frutos desse esforço conceitual. É algo complexo para equipes, pilotos e, principalmente, fãs. Para avaliar esse início, precisamos pensar de forma objetiva. Se olharmos os dados, não podemos negar que a recepção do público foi positiva, com aprovação das primeiras três etapas crescendo em relação a 2025. As audiências também são encorajadoras, com crescimento entre 20% e 30%, segundo o que a F1 nos passou”, argumentou.
Diante desse cenário, equipes, pilotos, Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e F1 utilizam o intervalo do calendário para avaliar possíveis mudanças no regulamento. Stella destacou o esforço de todas as partes para chegar em um consenso e sugeriu o que pode ser melhorado.
“Temos pontuado desde os primeiros testes que há áreas que podem ser melhoradas para tornar o regulamento melhor e mais efetivo. Estamos discutindo com todas as partes envolvidas para definir como refinar isso. Estou pensando, por exemplo, em como podemos garantir que os pilotos possam acelerar ao máximo nas classificações e também na perspectiva da segurança em largadas e mantendo as disputas em pista próximas”, disse.
“Vamos definir junto à FIA e F1 como implementar esses possíveis ajustes. De qualquer forma, o senso de responsabilidade e espírito de colaboração que todos estão demonstrando representa a melhor resposta que podemos dar no momento”, concluiu.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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