Alonso critica previsibilidade, mas diz que ainda ama F1: “Não estou parando por falta de interesse”

Fernando Alonso não deixou de fazer críticas ao momento da F1, mas garantiu que ainda ama a categoria e que, desde que resolveu parar, tem celebrado cada prova mesmo bem atrás dos líderes

Fernando Alonso já anunciou meses atrás que vai deixar a F1 ao final da temporada 2018, mas garante que não é por falta de amor à categoria. Segundo o espanhol, a mudança de ares vem apenas porque já atingiu todos os sonhos na F1, ainda que deixe claro que o campeonato precisa de novidades para evitar a previsibilidade com as equipes do top-3.
 
Alonso comentou que cada corrida que tem feito desde o anúncio da aposentadoria da F1 tem sido uma celebração, curtindo o momento e, segundo ele, ainda amando guiar os carros.
 
"Cada corrida agora, desde a hora em que decidi parar, é uma celebração. Não vejo a hora de ir para Austin, ver de novo aquele lugar e guiar. Nós não somos os mais rápidos, mas cada volta parece fantástica. Não é que eu não ame mais a F1, ainda amo esses carros, mas se eu paro é porque tenho 37 anos e conquistei todos meus sonhos na F1, não por falta de interesse", disse.
Fernando Alonso segue mordendo e assoprando a F1 (Foto: McLaren)

Só que isso não impede Fernando de seguir criticando os rumos que a F1 tem tomado, especialmente quando o assunto é o resultado das corridas. O asturiano lembrou que Mercedes, Ferrari e Red Bull ficam nas seis primeiras posições em qualquer circunstância. 

 
"Você precisa fazer o esporte ser interessante de novo. Postei um vídeo de 2005 e recebi 3000 comentários dizendo que aquela era a F1 pela qual eles se apaixonaram e não a atual. Então, não sou só eu que critico a F1 atual, é o mundo todo. Um dos seis melhores carros pode largar em último toda vez que vai chegar no top-6 e vai dar volta no sétimo quem quer que seja o piloto que esteja ali", seguiu. 
 
Alonso elencou alguns itens que sente falta na F1, como os motores mais barulhentos e até as estratégias mais elaboradas com pneus e combustível.
 
"Sentimos falta do barulho do V10, do V8, da falta de estratégias, do combustível, competição de pneus. Hoje, você chega ao domingo sabendo o que vai acontecer", falou.
 
Para o piloto da McLaren e da Toyota no WEC, a F1 tem tudo para começar a se acertar em 2021, com um novo regulamento já nas mãos do Liberty Media.
 
"Acho que teremos mudanças bem interessantes para 2021, a FOM está querendo tornar a F1 melhor, então estou otimista. Ano que vem ainda não, as mudanças são menores, não devem ter muito impacto. Mas, para o futuro, acho que vai ser bom, a Liberty e o pessoal têm a mesma visão, sabem que algo precisa ser feito", completou.
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