Guia da F1 2018: Em primeiro ano de nova era, Liberty Media mexe na imagem da F1. Agora, enfrenta desafio político
A ‘Era Liberty Media’ iniciou sua história ao marcar terreno e mostrar grandes diferenças em relação à gestão de Bernie Ecclestone. A principal preocupação foi com a imagem da F1. Até o tradicional logo foi mudado e outras tantas mudanças estão previstas para tornar o esporte mais atraente e midiático. Foi só o primeiro passo na direção de outro, muito mais difícil, até porque envolve dinheiro e o orgulho das maiores equipes do grid. A Ferrari em especial
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A F1 viveu em 2017 o primeiro ano de uma nova era: a ‘Era Liberty Media’. Depois de 40 anos sendo chefiada com mãos de ferro por Bernie Ecclestone, o dirigente saiu de cena para ocupar a função decorativa de presidente honorário da F1, dando lugar à nova gestão liderada por Chase Carey. Com mais foco na interação com os fãs e em novidades para mudar a cara da categoria, os norte-americanos conseguiram trazer ao público, em várias variáveis, a impressão de uma F1 mais humana e afável. Para isso, mexeu — e pretende mexer muito, ainda, na forma como apresenta a categoria ao mundo. Mas a grande missão do Liberty vai muito além. E aí está seu grande desafio.

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A principal medida defendida pelo Liberty Media para tornar o esporte mais igual e com chances maiores para todos é a introdução do teto orçamentário. Claro que a proposta é defendida pelas equipes menores do grid, mas aquelas que detém o poderio financeiro e um orçamento quase infinito batem o pé. Ferrari e Mercedes defendem o livre investimento na categoria.

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A própria F1 mostrou recentemente e de forma muito simplista que um acordo, por mais banal que seja, é impossível. Na primeira semana de pré-temporada, muito atrapalhada pelo extremo frio em Barcelona, as equipes buscaram alternativas para garantir ao menos mais um dia de testes e evitar que o estrago fosse maior. Mas para que a ideia fosse em frente, era preciso unanimidade. Claro que não aconteceu, e a F1 acabou pagando pela própria vaidade e interesses de uma ou outra ao invés do bem comum.
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