15º, Bagnaia assume decepção com GP da Indonésia: “Tenho muitas perguntas”
Italiano destacou que saiu confiante do warm-up, mas viu a Ducati sem performance no molhado. Ainda assim, Pecco isentou a Ducati de responsabilidade e se mostrou confiante para as próximas corridas da MotoGP
Francesco Bagnaia terminou o GP da Indonésia de MotoGP cheio de perguntas. 15º colocado na corrida de Mandalika, o italiano contou que fechou o warm-up se sentindo “incrível e pronto para lutar”, mas acabou sem performance depois de forte chuva atingir o circuito.
Com mais uma decepção, o começo de temporada de Bagnaia está muito longe do esperado. Cotado entre os favoritos ao título desde o ano passado, Pecco, que abandonou o GP do Catar depois de uma queda, tem agora um único ponto no campeonato.
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“Estou bem desapontado, pelo segundo fim de semana seguinte”, disse Bagnaia. “Somamos apenas um ponto em duas semanas. Nosso potencial é muito mais alto e nesta manhã [no warm-up], com pneus usados [de pista seca], fui 11º, mas o meu ritmo era muito, muito competitivo”, seguiu.
“Eu estava pronto mais uma vez para lutar pela vitória com Fabio, pois a minha sensação era incrível, mas o resultado foi o completo oposto. Então é uma situação difícil”, comentou.
No molhado, porém, Pecco não conseguiu mostrar ritmo. Na lista de voltas mais rápidas, o italiano aparece apenas com o 15º melhor registro, com 1min40s370, 1s621 mais lento que Fabio Quartararo, dono do melhor tempo da corrida. Além disso, a marca do titular da equipe de fábrica foi 1s527 mais lenta que o melhor tempo de Johann Zarco, que cravou o melhor tempo de uma Ducati em Mandalika.
“Tenho muitas perguntas em relação a minha corrida, pois é estranho que no teste da Malásia eu tenha tido realmente uma ótima sensação no milhado, no teste aqui, na primeira sessão, eu tenha sido muito forte no molhado e minha sensação foi incrível como sempre. E hoje, eu estava com muita dificuldade desde o início”, pontuou. “Já na primeira freada na corrida, a sensação foi estranha. Perdi muitas posições. Aí quando tentei forçar um pouco mais, sempre perdia a frente”, explicou.
Francesco evitou culpar o pneu, mas também isentou a moto de responsabilidade pelo desempenho em Mandalika.
“Para mim, o problema não foi a minha moto, pois, no molhado, a nossa moto é incrível, mas, hoje, não foi assim. Eu estava com muita dificuldade com um dos pontos fortes da nossa moto no molhado, que é a dianteira”, defendeu. “Normalmente, você tem uma moto acertada para o molhado, feita para esses pneus, que normalmente funciona bem o tempo todo, então não mudamos nada. Não estou dizendo que foi um problema com o pneu, só estou dizendo que não estava funcionando como eu queria. A minha sensação era muito estranha. Normalmente, sou muito sensível em relação ao limite do pneu dianteiro, mas hoje essa não foi a situação”, insistiu.
“Quando travei a frente [na curva 1], não estava freando muito forte. Jack [Miller] estava freando mais forte do que eu, e eu estava só entendendo situação, pois ei estava lento. Mas eu estava no limite com a dianteira, pois não entendia o que estava acontecendo. Quando você se sente assim, é muito difícil forçar. Na TV, vocês só viram a frente travar uma vez, mas não foi só uma. Também aconteceu dentro da curva, muitas vezes. Acho muito estranho”, comentou.
Apesar de ter somado um único ponto em Mandalika, Bagnaia saiu desta segunda etapa da temporada mais confiante com o desempenho da GP22.
“É só a segunda corrida. Estamos entendendo as coisas e, como eu disse antes, a minha sensação esta manhã foi incrível com a moto. Então estamos prontos para lutar pela vitória”, assegurou. “Vamos ver como será nas próximas corridas, mas gostaria de apertar o reset na minha mentalidade e recomeçar pensando positivo. Não penso em ser sempre azarado”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar no dia 3 de abril, para o GP da Argentina, no circuito de Termas de Río Hondo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da terceira etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.
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