Yamaha se vê “sem alternativas” e confirma só duas motos no grid da MotoGP em 2023
Lin Jarvis se disse surpreso com o fim da parceria com a RNF, mas viu o copo meio cheio e avaliou que é uma oportunidade para a fábrica de Iwata focar apenas em sanar as deficiências da moto e voltar a ser competitiva
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis confirmou que a montadora de Iwata terá apenas duas motos no grid da MotoGP na temporada 2023. O dirigente considerou que a fábrica japonesa ficou sem alternativas após o fim da aliança com a RNF.
Na última sexta-feira, a escuderia de origem malaia anunciou a união com a Aprilia a partir de 2023. Razlan Razali já vinha dando sinais de descontentamento com a relação com a Yamaha e optou por se unir com a casa de Noale, um dos grandes destaques de 2022.
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Sem a atual equipe satélite, a Yamaha se vê sem alternativas, já que as demais equipes já têm contratos com outras fábricas. No ano passado, por exemplo, a VR46 teve de optar entre a YZR-M1 e as motos da Ducati, mas Valentino Rossi optou pelos protótipos italianos para escapar de uma saia justa com a equipe onde estava correndo.
“Não é uma situação ideal. Na Yamaha, temos equipes satélites desde que me lembro ― sempre tivemos mais do que duas motos no grid”, disse Jarvis ao site da MotoGP. “Claro, nunca é bom quando você chega ao fim de uma relação. Temos até o fim da temporada e seguiremos parceiros da RNF [até lá]. Mas eles tomaram a decisão de ir para a Aprilia no futuro”, seguiu.
“Respeitamos isso, mas fiquei um pouco surpresa com o anúncio ontem [na sexta-feira], já que o anúncio foi feito enquanto estávamos em uma reunião ouvindo a decisão deles, o que foi um pouco incomum. Mas respeitamos a decisão e vamos seguir em frente”, comentou.
Jarvis avaliou, porém, que pode ser uma oportunidade de a fábrica focar em resolver as deficiências da moto e aumentar a velocidade da YZR-M1.
“Teremos duas motos no grid no próximo ano. Como eu disse, até agora nós sempre tivemos equipes satélites. Mas a realidade é que todas as equipes do paddock já têm contratos existentes com as fábricas, então, no momento, ao existe alternativa”, apontou. “Mas está ok para nós, pois agora podemos focar na moto de fábrica e em, literalmente, aumentar a velocidade, melhorando e ditando o nosso foco em colocar a moto em forma e desafiando pelo campeonato”, ponderou.
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