Di Grassi e Hughes vão bem, Vergne erra feio: a cotação dos pilotos da FE no México
O eP da Cidade do México marcou o início da era Gen3 da categoria e deu aos pilotos a chance de competir, enfim, com a nova máquina da Fórmula E
É inegável que os pilotos da Fórmula E ainda estão se adaptando ao Gen3. É um carro com muitas novidades. Na realidade, é quase que tudo novo: chassi, motores, bateria, pneu, parte eletrônica e tecnológica, bem como regras, grid e equipes. Além disso, o carro não está tão rápido quanto o antecessor, algo que vai de encontro ao prometido pela categoria. A velocidade é um dos pilares do novo bólido.
Estreia do campeonato, o eP da Cidade do México não teve tanta emoção. Com carros completamente novos e uma adaptação mínima, as disputas ficaram limitadas ao básico e não empolgaram. Apesar disso e do domínio de Jake Dennis na prova, dá para dizer que os destaques positivos e negativos apareceram, como sempre aparecem.
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Após cada fim de semana de corrida, o GRANDE PRÊMIO faz a cotação dos pilotos na Fórmula E, destacando aqueles que saíram em alta ou em baixa. A seguir, confira os escolhidos após o eP da Cidade do México.
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Polegar para o alto
Jake Dennis

Não teria como começar falando de outro piloto. Dennis foi um grande destaque do fim de semana, terminando no lugar mais alto do pódio. Apesar dos erros na finalíssima da classificação, que deram a pole para Lucas Di Grassi, o piloto da Andretti conseguiu não só ir bem, mas dominar a prova; Conquistou, assim, a vitória com 7s8 de vantagem em relação ao segundo colocado Pascal Wehrlein. Ainda que o braço tenha ficado em frangalhos no carro novo.
Lucas Di Grassi

O brasileiro se destacou conquistando a pole com o carro da Mahindra, que ainda está subdesenvolvido. Inclusive, ele mesmo contou que não esperava largar na pole, mas conseguiu o feito por cometer o mínimo de erros. E o desempenho de Di Grassi foi notável também na corrida: apesar de Dennis ter passado e dominado, o piloto da Mahindra executou uma estratégia bem-sucedida com o carro que tinha, que culminou num pódio pilotando a complicada máquina.
Pascal Wehrlein

Ano passado, no México, a Porsche fez 1-2 com o alemão estando no lugar mais alto do pódio. Já esse ano, o carro se mostrou rápido como o seu antecessor, e Wehrlein também conseguiu repetir um ótimo desempenho, conquistando tão merecido pódio.
Jake Hughes

O britânico vem com um começo interessante na compreensão do carro da Fórmula E. Já nos testes de pré-temporada, em Valência, a performance fora satisfatória – venceu a corrida experimental realizada no Autódromo Ricardo Tormo, inclusive. Já no eP da Cidade do México, passou para a semifinal da classificação, conseguiu largar em terceiro, e amealhou um desempenho satisfatório no geral para terminar em quinto. O piloto da McLaren parece estar se entendendo bem mesmo com a tecnologia elétrica, como foi possível perceber na estreia. A expectativa que fica em relação a ele é que mantenha esse bom ritmo nas próximas etapas do campeonato.
Polegar para baixo
Edoardo Mortara

A impressão que ficou da Maserati foi uma surpresa negativa – após ter mostrado um bom ritmo nos testes em Valência -, e isso refletiu em Edoardo Mortara. Mostrou-se inconstante no fim de semana, sumido, e o que mais chamou a atenção para o piloto foi quando perdeu o carro na curva 1, indo no muro em sua estreia pela equipe. Um eP que terminou com saldo negativo para o suíço.
Jean-Éric Vergne

O bicampeão da categoria também teve um eP que terminou abaixo das suas expectativas. Após passar boa parte da prova tentando se estabelecer na zona de pontuação, ainda se envolveu num incidente com Sacha Fenestraz a cinco voltas do fim e terminou em 12º. Inclusive, admitiu que a culpa foi dele e culpou a diferença nas dimensões entre o Gen2 e o novo Gen3.
Oliver Rowland

Enquanto Di Grassi teve um desempenho surpreendente, terminando no pódio, o outro piloto da Mahindra não conquistou pontos. Apesar de Rowland ter problemas na corrida com o desgaste do pneu traseiro, além do contato com Rast, já na classificação deu para ver o contraste em relação ao companheiro: não apenas ficou fora das finais da classificação, como largou em último.
Sam Bird

Percebe-se que o piloto da Jaguar ainda não se entendeu com o formato de classificação por mata-mata, que foi implementado na categoria em 2022. No eP da Cidade do México, ele foi o último de 11 pilotos do grupo A, com seu melhor tempo sendo de 1min14s145. Na corrida em si, apesar do abandono não ter sido sua culpa – o carro apagou depois da reta principal -, a situação do britânico se mostra preocupante. É preciso mostrar algo a mais, porque desde que saiu da Envision, não é mais o mesmo de antes e segue sumido. O homem com nome de pássaro precisa — urgentemente — sair da gaiola.
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