Quartararo vê nova mentalidade, mas diz que Yamaha ainda está “tão longe quanto antes”

Fabio Quartararo saiu do teste de Valência decepcionado com a nova versão da YZR-M1. O francês viu melhora aerodinâmica e também de motor, mas acredita que a casa de Iwata tem de seguir trabalhando

Fabio Quartararo fechou o teste da MotoGP em Valência contente por ver uma mentalidade mais europeia na Yamaha, mas ainda insatisfeito com a YZR-M1. O francês apontou evolução no quesito aerodinâmica e viu uma pequena melhora no motor, mas considerou que a marca japonesa ainda está “tão longe quanto antes”.

Apenas décimo colocado no campeonato deste ano, o #20 fechou o teste de terça-feira (28) em Valência com o 12º tempo, 0s769 mais lento do que Maverick Viñales, que ficou com a liderança.

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Questionado pela publicação inglesa Autosport se estava decepcionado com a YZR-M1, Quartararo respondeu: “Sim. Quer dizer, claro, eu esperava mais da… Não tinha realmente uma grande expectativa para este teste, mas você sempre tenta mirar alto e, claro, para mim, teve alguma melhora”.

“Mas a realidade é que nós ainda estamos tão longe quanto antes. Mas é verdade que, como piloto, quero correr e lutar por vitórias”, apontou. “E, se eu preciso fazer aqueles décimos extra para realmente ter performance, fico feliz em fazer. Mas temos de trabalhar duro e com a ideia real do que precisamos recuperar”, ponderou.

Fabio Quartararo elogiou melhora na aerodinâmica da moto (Foto: Yamaha)

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Com novo sistema de concessões aprovado pela MotoGP, a Yamaha entra no ‘Ranking D’ e, assim, pode fazer testes privados com os titulares, tem direito a mais wild-cards, mais atualizações aerodinâmicas e liberdade para desenvolver o motor.

Assim, ‘El Diablo’ poderá participar do shakedown de Sepang, por causa dos três dias de testes extras no inverno europeu.

“Não sei [se os testes extras] serão suficientes”, comentou Fabio. “Mas, para mim, é realmente importante nos aproximarmos deles. Quer dizer, a diferença de hoje ainda é grande demais. Claro, hoje não buscamos volta rápida ou algo assim. Mas ainda estamos muito, muito longe do que queremos. Porém, acho e esperto que esses três dias extras na Malásia vão nos ajudar a estarmos mais próximos no Catar”, torceu.

Mesmo decepcionado, Fabio elogiou o avanço no campo aerodinâmico e considerou que o motor é um pouco melhor do que aquele tinha sido testado em Misano.

“Tinha muita coisa para fazer hoje com a nova moto, especialmente do lado aerodinâmico”, apontou. “Acho que demos um passo nessa área, o que é positivo. Mas mudou um pouco o equilíbrio da moto. Não tivemos tempo o bastante [para trabalhar nisso], pois começamos uma hora mais tarde”, continuou.

“E acho que temos de ajustar o acerto da moto. Testamos um novo chassi, mas não foi tão bom. O motor era realmente similar, um pouco melhor, mas só um pouco”, opinou.

Perguntado se sentiu alguma mudança nos rumos da Yamaha, o francês rebateu: “Acho que eles mudaram a mentalidade. Estamos nos aproximando mais e mais [de uma mentalidade] europeia, tudo [se desenvolvendo] mais rápido”.

“Acho que o momento mais importante será entre fevereiro e julho. Esses meses serão realmente importantes na maneira de melhorar a moto, fazer atualizações super rápido. Este será o momento chave para ver a mentalidade deles”, completou.

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