Williams projeta “tremendo trabalho pela frente” para arrumar carros antes de Las Vegas
Franco Colapinto e Alexander Albon, que nem largou, destruíram os carros da Williams durante a corrida e classificação do GP de São Paulo
Chefe da Williams, James Vowles não escondeu a chateação pelo resultado da equipe no GP de São Paulo de Fórmula 1, disputado neste domingo (3). Franco Colapinto abandonou a corrida após bater na reta principal sob bandeira amarela, enquanto Alexander Albon nem largou, depois de destruir o carro na classificação. Um prejuízo milionário para o time de Grove naquele que foi um dos finais de semana de “momentos e sentimentos ruins”, segundo o dirigente, que se preocupa com a preparação para o GP de Las Vegas, entre os dias 21 e 24 de novembro.
A Williams teve muito trabalho depois da classificação, que teve início às 7h30 [de Brasília, GMT -3], para consertar o carro de Colapinto, que bateu na sessão. No caso de Albon, que se acidentou com mais força, não teve muito jeito: o time teve de anunciar que correria a etapa com um só carro, repetindo o que aconteceu no GP da Austrália, quando o tailandês bateu no TL3. No entanto, na ocasião, o piloto assumiu o chassi destinado para Logan Sargeant na corrida.
“A natureza da Fórmula 1 pode ter dar os mais incríveis sentimentos e resultados, como também se pode ter momentos e sentimentos ruins com esse esporte. É justo dizer que este final de semana é mais parecido com o segundo exemplo”, disse o chefe da Williams.
“Nós tivemos três batidas fortes separadas por poucas horas umas das outras, e agora temos uma tremenda quantidade de trabalho pela frente para termos peças sobressalentes para irmos a Las Vegas, em algumas semanas”, completou.

Para aumentar o azedume pelos lados da Williams, a Alpine superou a equipe de Grove nos Construtores com muita folga. O pódio de Esteban Ocon e Pierre Gasly colocou os franceses à frente de Haas e RB, deixando os comandados de Vowles em um limbo, entre o pelotão dessas três adversarias e a Sauber, que não tem ponto nenhum. O dirigente, apesar de ressaltar o foco no futuro, quer entrar na briga com o pelotão à frente.
“Nossa rival, a Alpine estava muito rápida da corrida. Não há dúvidas quanto a isso. Eles mereceram essas posições, mas fizeram tantos pontos que foram para uma colocação muito alta nos Construtores, nos jogando para o nono lugar. Mas não desistirei enquanto não for dada a bandeira quadriculada em Abu Dhabi. Temos dois pilotos rápidos e dois carros bons”, falou o chefe da Williams.
“Temos de ir a cada um desses finais de semana e entregar todo o possível, ao mesmo tempo em que também estamos olhando para 2025 e 2026, porque isso, como disse o tempo todo, é onde está realmente o nosso objetivo estabelecido. É tudo uma questão de acertar as bases à medida que avançamos em direção a 2026. Isso não torna o GP de São Paulo menos doloroso. Longe disso, estou sofrendo agora. Mas, na verdade, quero assistir a corrida até o final para ter certeza de que me lembrarei de hoje, porque não é isso que quero que sintamos no futuro”, encerrou Vowles.
A Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro.
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