Red Bull defende mais pit-stops em Mônaco e vê decisão “ditada pela natureza do circuito”

Além das ruas estreitas, Christian Horner ainda apontou para o tamanho dos carros atuais da Fórmula 1 como um dos principais problemas. Chefe da Red Bull citou corrida da temporada passada como exemplo

Chefe da Red Bull, Christian Horner comentou a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de aumentar o número de pit-stops obrigatórios durante o tradicional GP de Mônaco. Ao tomar como base a prova da temporada passada, o dirigente apontou para o tamanho dos carros atuais e disse que tal mudança é “ditada pela natureza do circuito”.

Na última terça-feira (18), a Comissão da Fórmula 1 e a entidade presidida por Mohammed Ben Sulayem anunciaram importantes mudanças no regulamento da categoria para 2025, como, por exemplo, testes mais rigorosos contra asas flexíveis. Porém, o maior destaque foi a proposta de criar mais paradas obrigatórias nos boxes durante a prova realizada em Monte Carlo, já que o objetivo é “promover uma melhor corrida” nas estreitas ruas monegascas.

Em 2024, devido à bandeira vermelha causada pelo forte acidente entre Sergio Pérez e Kevin Magnussen logo após a largada, todos os pilotos se aproveitaram da situação para realizar a troca obrigatória de pneus. Como resultado, foram registradas apenas sete ultrapassagens ao longo das 78 voltas, com os dez primeiros colocados cruzando a linha de chegada exatamente na mesma posição da qual começaram.

Durante o F1 75, evento de apresentação dos bólidos para a temporada, Horner foi questionado sobre a obrigatoriedade de pelo menos dois pit-stops em Mônaco. O mandatário do time de Milton Keynes reconheceu que o tamanho dos modelos atuais e o layout do circuito reduzem a possibilidade de a categoria realmente proporcionar uma corrida de qualidade.

Chefe da Red Bull falou sobre o aumento de pit-stops em Mônaco (Foto: Red Bull Content Pool)

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“Acabei de sair de uma reunião, e basicamente a discussão era sobre Mônaco. Não podemos mudar o layout do circuito e, claro, como vimos em outras ocasiões, principalmente com esses carros tão grandes como são agora, a corrida é muito ditada pelo sábado”, disse ao portal neerlandês GPblog. “Há um ano assistimos a uma corrida muito estática porque todos puderam trocar os pneus sob a bandeira vermelha”, continuou.

“Então, afirmar que temos de usar potencialmente todos os três compostos traz outro elemento, pois se torna uma corrida de duas paradas. Com essas regras, serão necessários pelo menos dois pit-stops e haverá esse fator que poderá dar mais algumas chances de ataque explorando a estratégia. É uma escolha ditada pela natureza do circuito e pelo tamanho dos monopostos”, concluiu o chefe da Red Bull.

Fórmula 1 se aproxima da volta às pistas. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.

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