Honda adota cautela com motores V10 e cita “eletrificação” como motivo do retorno à F1
Presidente da divisão de corridas da Honda, Koji Watanabe falou sobre o possível retorno dos motores V10 à Fórmula 1 e deixou claro que vai esperar a FIA dar mais detalhes sobre o plano antes de se manifestar definitivamente sobre o assunto
Depois da Cadillac e da Audi, que ingressam no grid da Fórmula 1 a partir de 2026, agora foi a vez da Honda se manifestar sobre o possível retorno dos motores V10 em um futuro próximo. Ao contrário das outras fabricantes, porém, Koji Watanabe, presidente da divisão de corridas da marca japonesa, preferiu não descartar a ideia imediatamente, embora tenha deixado claro que a eletrificação é o grande foco da empresa.
O debate sobre o assuntou ganhou força após o F175, evento onde as equipes apresentaram os carros para a temporada 2025, em fevereiro, quando Mohammed Ben Sulayem, mandatário da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), manifestou-se nas redes sociais e disse que o órgão dirigente “deve liderar novas tendências tecnológicas, incluindo o som dos motores V10 movidos a combustível sustentável”.
Desde então, diversas figuras do paddock, como Max Verstappen, Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Nico Hülkenberg, Toto Wolff — chefe da Mercedes — e Christian Horner — comandante da Red Bull —, por exemplo, deram o parecer sobre a ideia. Enquanto alguns se mostraram favoráveis ao retorno dos antigos propulsores, outros ainda possuem um certo ceticismo em relação ao assunto.
“Sabemos que a FIA pretende introduzir motores V10 naturalmente aspirados a partir de 2028. No entanto, não recebemos informações detalhadas a esse respeito. A FIA organizará reuniões com a participação dos fabricantes de motores, e queremos discutir isso primeiro nesse fórum”, disse Watanabe em entrevista à versão italiana do Motorsport.

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“Por enquanto, não temos nenhum detalhe. Não podemos dizer se os V10 são aceitáveis ou não em termos de eficiência. Antes de iniciar qualquer discussão, queremos entender bem os detalhes da proposta. Há uma reunião prevista, e nesse momento expressaremos nosso ponto de vista como fabricantes de motores”, continuou.
Por fim, o representante da Honda deixou claro que a fabricante japonesa só decidiu voltar atrás na ideia de deixar a F1, anunciada em 2020, quando viu que o regulamento previsto para entrar em vigor em 2026 considerava uma ampliação da parte elétrica nas unidades de potência. E esse continua sendo o principal foco para os próximos anos.
“Para a Honda, nossa razão para voltar à F1 é a eletrificação e o tipo de propulsão”, concluiu.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, entre os dias 4 e 6 de abril, em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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