Alonso rejeita volta dos motores V10 na F1: “Não podemos ir contra o tempo”
Fernando Alonso é um dos poucos pilotos do grid atual da F1 que pilotou carros com motores V10 na categoria, mas citou a evolução dos bólidos e disse que o retorno da unidade de potência poderia levar o esporte "ao desconhecido"
Fernando Alonso é um dos poucos pilotos do grid atual da Fórmula 1 que viveu a fase dos carros equipados com motores V8 e V10, antes da entrada da era híbrida na categoria, em 2014. O piloto da Aston Martin foi bicampeão mundial com a Renault em 2005 e 2006 com as duas unidades de potência, porém, acredita que, hoje, há pouco espaço para retorno dos motores no esporte.
“Não tenho certeza, é difícil comentar. Obviamente, adorava os motores V10 e V8. Sinto falta do som que esses carros produziam. Mas também vivemos em um mundo diferente, a tecnologia evoluiu e temos um motor incrivelmente eficiente, que consome um terço do combustível que consumia”, explicou Alonso, durante entrevista coletiva para o GP da China.
O assunto voltou ao noticiário após a imprensa alemã reportar a possibilidade de a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) esticar o regulamento vigente da categoria por mais duas temporadas para que os motores V10 retornem já em 2028.
O assunto foi abordado pela revista alemã Auto Motor und Sport, que relatou que desde os testes coletivos da pré-temporada, realizados no Bahrein em fevereiro, FIA e F1 discutem uma possível antecipação da volta dos motores V10, hoje planejada para 2030. Presidente da entidade que regula o esporte, Mohammed Ben Sulayem disse no evento de lançamento dos carros da temporada 2025 (F175) que a FIA “deve liderar novas tendências tecnológicas, incluindo o som dos motores V10 movidos a combustível sustentável”.

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“É uma decisão que tem de ser tomada pelos que comandam o esporte. Como pilotos, queremos pilotar o carro mais rápido possível, com qualquer motor. Talvez os fãs queiram opinar sobre isso, mas, como eu disse, não podemos ir contra o tempo”, disse Alonso.
“Nesta era híbrida, não podemos esquecer o quão eficientes os carros são agora em comparação com o passado. Isso é algo muito positivo que temos agora. Pensar que poderíamos pilotar sem o halo, e tornar os carros mais perigosos e com mais adrenalina para os fãs, não faz sentido, porque continuamos progredindo. O que temos agora é uma boa Fórmula 1 e um bom momento para o esporte, e é difícil reinventar algo que nos levaria ao desconhecido”, concluiu o bicampeão mundial.
A Fórmula 1 realiza o GP da China, em Xangai, entre os dias 21 e 23 de março, a primeira etapa da temporada 2025 com a corrida sprint. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação sprint, sprint, classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Na sexta-feira (21), o único treino livre do fim de semana acontece à 0h30 (de Brasília, GMT-3). Depois, às 4h30, os pilotos definem o grid de largada da prova curta. No sábado (22), a largada da sprint está marcada para meia-noite, com a classificação às 4h. Por fim, no domingo (23), os pilotos disputam o GP da China às 4h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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