McLaren e Stellantis analisam união após fim de parcerias por sobrevida na Fórmula E
Enquanto a McLaren comunicou que deixará o grid da Fórmula E ao fim da temporada, a DS vê a Penske já em conversas com a Porsche. Assim, os dois caminhos podem se juntar
Com duas equipes ainda definindo o futuro e o Grupo Stellantis cogitando a possibilidade de ter três marcas no grid, a Fórmula E voltou a falar sobre uma chance de ter 24 carros na pista pela primeira vez em algum tempo. E Jeff Dodds, CEO da categoria, disse ver o cenário com bons olhos — mas com uma ressalva: as equipes precisam conseguir se sustentar. E não é exatamente o que acontece no momento para algumas delas, o que levou até a uma conversa entre a McLaren e o braço que comanda Maserati e DS Penske.
O caso mais crítico é o da Maserati, que apesar de ser uma marca Stellantis, é operada pelo MSG (Monaco Sports Group) — que enfrenta graves problemas financeiros e precisa de um investidor para assumir a equipe. Um acordo chegou a ficar muito próximo com o empresário Brooklyn Earick na época do eP de Jedá, mas a situação caiu após o americano não dar conta de algumas exigências financeiras estipuladas em contrato.
A McLaren também tem futuro incerto, já que confirmou que vai deixar a Fórmula E ao fim da temporada. O chefe Ian James segue em busca de alternativas para seguir no grid, e o Grupo Stellantis é uma opção. Além da Citroën — que deve substituir a Maserati já no ano que vem — e da Opel, marcas que buscam entrada no grid para os próximos anos, a DS ainda não tem o futuro definido.
O braço francês sempre optou por se envolver na Fórmula E por meio de parcerias com outras equipes, como Virgin/Envision, Techeetah e, hoje, Penske. No entanto, esse vínculo já tem dias contados, e a equipe americana até conversa com a Porsche por um possível suprimento de motores na era Gen4. Desta forma, a DS passou a observar outras oportunidades no grid — e é aí que entra a McLaren.

Enquanto o nome McLaren deixará a categoria como marca, a estrutura permanece intacta, e a chegada de uma nova parceria — com investimento — seria suficiente para trocar de identidade e seguir no grid. Vale destacar, inclusive, que antes de adotar o nome do time inglês, a esquadra representava a Mercedes na Fórmula E — e foi vitoriosa, varrendo os quatro títulos da categoria nos dois anos em que competiu.
Assim, enquanto a Penske busca opções na Porsche, Stellantis e McLaren conversam sobre a possibilidade de um futuro juntos. Com Citroën, Opel e DS interessadas em fazer parte da categoria, há a chance de que o grid chegue a 24 carros para o início da era Gen4, o máximo permitido por regulamento. E o CEO Jeff Dodds fez um alerta importante: esses times precisam ser sustentáveis.
“O setor automotivo está passando por um momento muito desafiador, ainda mais com as tarifas e o ambiente econômico — que sabemos que ainda está começando a se recuperar. Mas está levando tempo. Adoraria ter 12 equipes no grid, mas 12 equipes saudáveis”, frisou ao The Race.
“Queremos equipes no campeonato e queremos que essas equipes sejam autossustentáveis e saudáveis. E que possam investir em crescimento próprio no campeonato, como certamente teremos em direção à Gen4”, completou Dodds.
Antes de pensar na próxima temporada, a Fórmula E ainda tem duas etapas pela frente. A próxima delas é o eP de Berlim, entre os dias 11 e 13 de julho, com cobertura IN LOCO do GRANDE PRÊMIO na Alemanha. O GP transmite todas as atividades de pista da temporada AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e no Kwai.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Formula E direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!