Agência encerra investigação sobre Wolff e Lawrence Stroll por falta de evidências

Toto Wolff e Lawrence Stroll, chefe da Mercedes e dono da Aston Martin, respectivamente, estavam sendo investigados em razão da compra, por parte de Wolff, de ações da Aston Martin. No entanto, a agência reguladora encerrou as investigações sobre possível uso de informações privilegiadas por "falta de evidências"

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Documentário conta com o apoio da família de Michael Schumacher (Vídeo: Netflix)

Por falta de evidências, a investigação sobre Toto Wolff e Lawrence Stroll foi encerrada. O chefe da Mercedes estava na mira das autoridades britânicas pelo suposto uso de informações privilegiadas quando adquiriu ações da Aston Martin, empresa que tem o empresário canadense como maior acionista.

O caso, então, foi encaminhado para a FCA, Financial Conduct Authority (ou Autoridade de Conduta Financeira, em tradução livre), com base no Reino Unido, já que as ações da Aston Martin são negociadas na Bolsa de Valores de Londres. Mas a agência reguladora já divulgou que não encontrou evidências ou irregularidades entre as duas partes, e encerrou as investigações.

“Posso confirmar que a BaFin investigou a transação sobre as possíveis suspeitas de negociação com informações privilegiadas, mas não encontrou nenhuma evidência”, disse o porta-voz, em um comunicado enviado por e-mail ao site Reuters.

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LAWRENCE STROLL; TOTO WOLFF; FÓRMULA 1;
Lawrence Stroll e Toto Wolff estão na mira de autoridades financeiras britânicas (Foto: Divulgação/Twitter)

Até então com 16,7% de ações adquiridas da Aston Martin, Lawrence Stroll, bilionário canadense e pai de Lance, piloto do time na F1, ampliou seu domínio sobre a marca britânica em 25% em abril de 2020. Desta forma, obteve o controle da marca, o que lhe permitiu rebatizar a sua Racing Point como Aston Martin e colocou a icônica montadora britânica de volta ao grid da F1 em 2021, tendo a Mercedes como grande parceira.

Stroll e Wolff estreitaram ainda mais os laços graças a um investimento por parte do austríaco. Toto, que já possui cerca de um terço das ações da equipe da Mercedes na maior categoria do automobilismo, anunciou o investimento com a compra de ações da Aston Martin, em abril do ano passado — uma participação na marca britânica estimada em 0,95%, negociação que foi inclusive noticiada pelo site oficial da F1.

Mais tarde, em outubro do ano passado, a Mercedes anunciou o aumento gradual da sua participação como acionista da Aston Martin para um máximo de 20% em troca de uma parceria tecnológica. Meses antes, em maio, a marca britânica nomeou Tobias Mœrs como seu novo CEO. Antes da contratação, Tobias era chefe da AMG, divisão de carros de alta performance da Mercedes.

Os questionamentos que pairavam — e que deram início às investigações — eram sobre a alta das ações da marca que, de acordo com a análise financeira da S&P Global Intelligence, desde abril do ano passado, subiram para £ 19,62 — R$ 120,46, na cotação atual — dando a ela um valor de capitalização de mercado de mais de £ 2,2 bilhões, ou seja, R$ 13,5 bilhões. A participação de Wolff vale agora £ 13,9 milhões (cerca de R$ 85,3 milhões). De acordo com o jornal canadense, também existiam outras questões: “Toto Wolff sabia, no momento de adquirir uma participação, que o chefe da AMG estava prestes a ser contratado pela Aston Martin? Wolff sabia que a Mercedes planejava um novo investimento na empresa?”.

Quando acusada, a equipe heptacampeã mundial disse desconhecer que exista alguma auditoria em andamento por parte de autoridades financeiras do Reino Unido. Agora, após o encerramento das investigações, a Daimler, proprietária da Mercedes, respondeu que não comentaria sobre o assunto. Ainda não houve resposta por parte da FCA e da Aston Martin.

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