Alpine detalha “dinâmica diferente” com motor Mercedes na F1: “Não somos uma voz isolada”
Após a Alpine deixar de contar com os motores Renault e se tornar cliente da Mercedes na Fórmula 1, Steve Nielsen, diretor-geral da equipe, explicou o que mudou na dinâmica de trabalho para a temporada 2026
Diretor-geral da Alpine, Steve Nielsen explicou como tem funcionado o trabalho ao lado da Mercedes na Fórmula 1, já que a marca alemã se tornou a fornecedora de motores do time de Enstone para os próximos anos. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, o dirigente explicou que os franceses não são mais “uma voz isolada”, pois precisam dividir as atenções com McLaren e Williams, outras duas clientes da escuderia liderada por Toto Wolff.
A equipe de Pierre Gasly e Franco Colapinto passou por uma verdadeira revolução estrutural para tentar ter mais sucesso em 2026, quando o novo regulamento passa a valer na categoria. Depois de a Renault anunciar que não produziria mais os propulsores, ainda em setembro de 2024, a escuderia liderada por Flavio Briatore fechou um acordo de longo prazo com as Flechas de Prata.
Assim como os motores e toda a unidade de força, a Alpine também utiliza caixas de câmbio produzidas pela montadora alemã. Essa decisão, na verdade, já vinha sendo tomada antes mesmo da oficialização da saída da fabricante francesa da F1, o que provocou protestos por parte de muitos funcionários, que ficaram totalmente insatisfeitos com a decisão — embora não tenham sido capazes de reverter o cenário.
Durante conversa com a imprensa no circuito de Sakhir, Nielsen foi questionado sobre o peso dessa mudança nas unidades de potência para o início do trabalho em 2026. “Sinceramente, é bem simples. Tínhamos a nossa própria unidade de potência. Então possuíamos muito mais influência sobre as coisas do que temos com a Mercedes, porque agora somos clientes”, começou.

“Então nossas demandas talvez também sejam diferentes das da McLaren, talvez diferentes das da Williams, talvez diferentes das da equipe de fábrica. Então não somos mais uma voz isolada. Somos uma de três clientes. É uma dinâmica diferente”, explicou.
Na sequência, foi perguntado se concorda com a opinião daqueles que dizem que o motor Red Bull Ford foi o que deixou a melhor impressão durante a primeira semana de testes no Bahrein, principalmente na questão da recuperação de energia, tão importante nessa nova fase da F1. O representante da Alpine, por sua vez, deixou claro que a ordem de forças “cada dia é diferente” neste momento.
“Se você tivesse me perguntado isso em Barcelona, provavelmente eu teria dito que a Mercedes está muito acima do resto. Se tivesse perguntado na quarta-feira, provavelmente teria dito que a Red Bull era a referência. E se tivesse perguntado ontem, eu teria dito: ‘Bom, você precisa ver o stint longo da Ferrari‘. Então não sei. Está mudando. Cada dia é diferente”, concluiu.
A Fórmula 1 volta nesta quarta-feira (18) para o primeiro dia da segunda semana dos testes coletivos de pré-temporada no Bahrein, que termina na sexta-feira. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Red Bull aponta dificuldade com regulamento da F1 2026: “Talvez rivais tenham ido melhor”
▶️ Cadillac destaca início sólido na F1 e celebra “boa base para evoluir” após testes no Bahrein
▶️ F1 desagrada pilotos em cheio e inicia nova era sob desconfiança e medo do fracasso
▶️ Red Bull confirma saída de diretor de design após 20 anos: “Parte do nosso sucesso”
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!