Alpine justifica demissões como “segunda parte do plano” para avançar na F1
Agora na posição de chefe de equipe interino, Bruno Famin afirmou que Otmar Szafnauer, Alan Pérmane e Pat Fry não estavam na mesma linha de pensamento da Alpine
O caos na visita da Fórmula 1 a Spa-Franchorchamps, na Bélgica, não se resumiu a pista. Nesta sexta-feira (28), o ambiente esquentou nos bastidores da Alpine com as demissões do chefe de equipe Otmar Szafnauer, do diretor-esportivo Alan Pérmane e do executivo-técnico Pat Fry. Questionado sobre os motivos da saída tripla, o agora chefe de equipe interino, Bruno Famin, afirmou que a companhia francesa e os profissionais não estavam na mesma página em busca de construir um carro competitivo na Fórmula 1.
“Não estávamos na mesma linha ou cronograma em relação à recuperação ou ao alcance do nível de desempenho que estávamos buscando, então decidimos seguir caminhos separados”, começou Famin, em entrevista à imprensa em Spa. “Acredito que temos uma visão diferente sobre a forma de fazer as coisas. E, é claro, também em termos de cronograma, mas acredito que não temos exatamente a mesma visão sobre como realizar as coisas”, prosseguiu.
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Ainda segundo Famin, as saídas de Szafnauer, Pérmane e Fry, que já foi confirmado como novo diretor-técnico da Williams, fazem parte da segunda etapa do planejamento de reestruturação técnica da Alpine. A largada visando a mudança na equipe de Enstone aconteceu há pouco mais de uma semana, com a remoção de Laurent Rossi e a promoção de Philippe Krief, antes vice-presidente de engenharia e performance de produtos, ao cargo de CEO da marca francesa.
“O que está acontecendo é a segunda etapa do plano da Alpine. Não estamos retrocedendo, estamos avançando. É claro que há muitas mudanças, mas também é uma oportunidade para consolidar as bases para irmos mais longe e mais rápido”, reiterou.
Com Famin como chefe de equipe interino, a Alpine espera ser mais competitiva no quesito de potência de motor, principalmente após o resultado negativo do estudo divulgado também nesta sexta-feira pelo Comitê Consultivo de Unidades de Potência, da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que indicou que o motor Renault usado pela Alpine está entre 20 a 35 cv abaixo dos rivais.
“Nosso objetivo principal é vencer corridas e campeonatos o mais rápido possível. Precisamos melhorar constantemente nossos carros, o pacote completo, de corrida em corrida, de ano em ano. Sabemos que não é fácil. Sabemos que uma mudança de regulamentos geralmente é um marco importante para mudar a classificação, e é uma meta bastante razoável, mas não será um passo imediato”, reconheceu Famin.

“Farei uma avaliação com toda a equipe sobre qual é a situação real. Vou tirar o tempo necessário para fazer essa avaliação. Os resultados não estão correspondendo às expectativas. Ficamos em quarto lugar no ano passado, estávamos mirando em manter o quarto lugar e talvez chegar mais perto do terceiro. Não estamos onde queríamos e trabalharemos duro com as equipes, com os membros da Enstone e Viry, para extrair o melhor desempenho possível para o nosso carro”, concluiu o chefe de equipe interino.
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