Ao segurar Verstappen, Red Bull tem tranquilidade e espanta ‘ameaça Mercedes’

No dia do aniversário de Lewis Hamilton, quem ganhou seu presente mesmo foi a Red Bull, que garantiu Max Verstappen por mais quatro temporadas, com o novo contrato a se encerrar somente em 2023. A extensão do vínculo com o holandês dá tranquilidade para trabalhar e, ao mesmo tempo, espanta o interesse da Mercedes. Pelo menos por enquanto

Se é verdade que a terça-feira, 7 de janeiro, é dia de festa para Lewis Hamilton, que completa 35 anos, também não faltam motivos para comemorar na Red Bull. A escuderia taurina anunciou a renovação de contrato com Max Verstappen. O holandês de apenas 22 anos, que tinha seu antigo vínculo valendo até o fim deste ano, agora vai permanecer ligado ao time de Milton Keynes pelo menos até 2023. O movimento, além de esfriar — ao menos na teoria — o mercado de pilotos, garante tranquilidade à Red Bull e, ao mesmo tempo, espanta o interesse da Mercedes em Verstappen, sobretudo com a indefinição do futuro de Hamilton na equipe prateada.
 
Via de regra, os anúncios de renovação de contrato são feitos no meio da temporada. Sendo assim, chama a atenção o gesto da Red Bull ao garantir a permanência de Max nesta época do ano, antes mesmo do lançamento do RB16 e sem saber o que esperar do potencial da união do novo carro e da unidade motriz construída pela Honda.
 
A Ferrari, ao estender o contrato de Charles Leclerc até 2024, sinalizou a Sebastian Vettel que é o monegasco o nome para o presente e o futuro de Maranello, indicando que o jovem — em que pese as afirmações sobre a igualdade entre seus pilotos — tem, sim, a condição de primeiro piloto. 
Com Max Verstappen garantido até 2023, a Red Bull tem mais tranquilidade para trabalhar (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Na Red Bull, porém, manter Verstappen tem outros significados: além de dobrar a aposta no holandês como futuro campeão do mundo, os comandados de Christian Horner e Helmut Marko mostram também a confiança na parceria com a Honda, que começou a dar frutos logo no primeiro ano da aliança, com três vitórias e um desempenho ascendente no fim da temporada passada. Não à toa, recentemente Marko falou das pretensões da equipe de buscar até o título em 2020, sendo assim uma desafiante real contra a Mercedes.
 
Em meio a um ano que promete ser muito movimentado por conta dos contratos que estão a vencer nesta temporada. Com exceção de Leclerc e, agora, Verstappen, todos os outros pilotos das equipes de ponta do grid têm vínculos que se encerram no fim do ano: Hamilton e Valtteri Bottas na Mercedes, Vettel na Ferrari e Alexander Albon na Red Bull. 
 
É uma tranquilidade a mais para a equipe taurina e Verstappen, mas tal cenário só vai permanecer se o carro for bom o bastante para lutar por vitórias e, quem sabe, até o título.
A confiança da Red Bull na Honda é uma das bases para a permanência de Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Para a Red Bull, perder um piloto como Verstappen seria um desastre, ainda mais com um regulamento novo que está por vir em 2021. A segurança de contar com o talento e a bravura do holandês é o grande trunfo da escuderia anglo-austríaca para voltar aos seus dias de glória na F1. Do mesmo jeito que a Red Bull perdeu o domínio para a Mercedes por conta da mudança de regulamento a partir de 2014, a esperança é que o cenário se inverta na próxima temporada de revolução na F1.
 
E, com Verstappen como um dos grandes nomes do presente e talvez o maior da F1 em um futuro próximo, a missão da Red Bull para voltar ao topo do Mundial fica, certamente, muito menos árdua.

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