Após ano longe, Sutil diz que teve tempo de pensar na carreira e se vê mais forte mentalmente na volta à F1

Falando sobre o ano longe da F1 em 2012, Adrian Sutil revelou que teve tempo para pensar na carreira e que, agora, se vê muito mais forte. "Jamais teria escolhido ficar um ano fora, mas foi provavelmente para o bem"

O ano fora da F1 serviu apenas para aumentar o desejo de Adrian Sutil de ser campeão na maior das categorias do automobilismo e o deixou mentalmente mais forte. A constatação de Sutil veio em uma entrevista nesta sexta-feira (9). O alemão selou seu retorno ao Mundial na semana passada, quando foi recontratado pela Force India e terá novamente como companheiro de equipe Paul di Resta.

Em 2011, o piloto de 30 anos se envolveu em uma briga, durante uma festa em Xangai, na China. Adrian agrediu o executivo Eric Lux, do grupo Genii, proprietário da Lotus, e foi condenado a prisão de 18 meses, além de uma multa de € 200 mil (aproximadamente R$ 510 mil) por danos corporais graves. O problema com a justiça acabou tirando a chance de Sutil de lutar por um lugar no ano passado, o que o deixou de fora da F1.  

Sutil conversa com engenheiros nos boxes da Force India (Foto: Force India)

Agora, o germânico se disse aliviado por ter conseguido assegurar um lugar de volta ao grid, mas que, problemas vividos no ano passado, o ajudaram a refletir sobre a carreira no esporte. "Estava vendo tudo só pela TV. Eu tentei dar um passo atrás no esporte. Lá pela metade da temporada, eu já me sentia mais forte e reencontrei o meu objetivo, vamos dizer, por causa desta nova vida, que é o de ser campeão de mundo", afirmou.

"Eu não estou na F1 apenas para participar. Do contrário, ficaria em casa. O carro, claro, é muito importante, mas você tem de sempre ter isso em mente. Estou aqui para correr contra os melhores e, se alguém não está para vencer, então não está no lugar certo", completou o piloto.

Sutil revelou ainda que a pausa longe da F1 lhe permitiu levar uma "vida mais normal e fazer coisas que normalmente não teria tempo". "Eu tive tempo de pensar na minha carreira. Vamos ver agora se realmente me tornei um piloto melhor, mas, mentalmente, eu diria que sim. Eu vivi uma vida dentro e fora da F1. Neste esporte, você nunca possui tempo suficiente para aprender. Jamais teria escolhido ficar um ano fora, mas foi provavelmente para o bem", disse.

"Tudo acontece por alguma razão, eu acho. Você pode mudar com isso, pois às vezes acontece apenas uma vez na vida. Você só tem de aprender e entender que é outra desvantagem. Mas que isso só o torna mais forte", acrescentou. "Acho que aprendi uma lição e, de certa fora, aprendi um monte de outras coisas também. Portanto, não foi só mais uma coisa ruim que aconteceu", concluiu.

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