Autor de música sobre Fittipaldi, cantor Joaquim Roberto Braga morre em São Paulo

Autor de música que homenageia vitória de Emerson Fittipaldi no GP do Brasil de 1973, Joaquim Roberto Braga foi sepultado nesta terça-feira, em São Paulo

O cantor Joaquim Roberto Braga, também conhecido como Zé Roberto, faleceu na própria casa na última quarta-feira (24). Ele foi sepultado nesta terça-feira, no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo.

Zé Roberto, como ficou mais conhecido na carreira, ficou famoso no automobilismo pelo lançamento da música ‘Lotus 72D’, que narra a vitória de Emerson Fittipaldi no GP do Brasil de 1973, em Interlagos. Recentemente, a faixa voltou a fazer sucesso por ser trilha de um comercial da rede de locações de temporada Airbnb.

Carioca do bairro da Saúde, Joaquim foi batizado como José Roberto e dedicou a fase inicial da vida para a Aeronáutica. Ainda quando servia, conheceu o humorista Mussum, que era membro do grupo Os Originais do Samba, e deu sua primeira contribuição na música escrevendo ‘A Subida do Morro’.

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Emerson Fittipaldi fez a festa do público local na primeira corrida oficial da F1 em Interlagos. E inspirou música (Foto: Reprodução)

Então, abandonou a carreira de militar e se mudou para São Paulo, onde iniciou a trajetória musical. Em 1973, escreveu Lotus 72D, inspirado pelo triunfo de Fittipaldi em Interlagos, e pelo grande sucesso nas apresentações em casas noturnas e restaurantes, foi convidado a lançar a faixa em um compacto pela gravadora RCA, que também contou com a composição ‘Você Tão no Alto e Eu Tão Pequeno’.

Com o sucesso do lançamento, passou a utilizar a alcunha Zé Roberto, sendo convidado também a se apresentar na televisão. Curiosamente, precisou trocar o nome artístico após uma outra pessoa alegar que já utilizava a alcunha ‘Zé Roberto’, e que não abriria mão. Em entrevista ao site da Bandeirantes, em 2022, Joaquim revelou que nunca encontrou Emerson pessoalmente.

Mudou o nome artístico, mais uma vez, para Paulo Braga, por qual lançou o compacto ‘Crioula Multicolorida’ e o álbum ‘A Hora e a Vez do Samba’. Fez apresentações também na Argentina e eventualmente no Japão, para onde se mudou e manteve a carreira se apresentando em casas noturnas locais.

Uma nova confusão com nome, agora por conta do baterista Paulinho Braga, resultou em mais uma mudança: Joaquim Roberto Braga, uma homenagem ao pai e com o nome de batismo. Retornou a São Paulo em 2014, onde manteve a carreira, se apresentando em locais como Varanda Copan e Bar Brahma.

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