Brilho de Räikkönen, Stroll bem abaixo e Hamilton recordista: como foi GP de Portugal

Enquanto Lewis Hamilton virou recordista de vitórias de forma isolada na Fórmula 1, deixando Michael Schumacher para trás, Kimi Räikkönen e Carlos Sainz brilharam na largada. Lance Stroll, por sua vez, teve péssimo desempenho

O GP de Portugal nos trouxe a quebra de um recorde que jamais imaginei que seria batido. Lewis Hamilton ultrapassou, merecidamente, o número de vitórias de Michael Schumacher: 92 a 91. Apesar de, particularmente, achar o alemão um piloto mais completo que o inglês, é inegável que Lewis merece tudo que conquistou e que vai continuar conquistando. Em relação a corrida em si, foi bastante movimentada desde a largada, com alguns pontos que me chamaram a atenção, de Hamilton a Kimi Räikkönen:

Räikkönen e Carlos Sainz foram impressionantes nas primeiras voltas. Kimi fez um número absurdo de ultrapassagens, todas no braço – a princípio achei que ele tivesse ido de 16º para sexto lugar em função de algum incidente pontual que o colocou em vantagem, mas, vendo pela onboard de sua largada, as ultrapassagens foram feitas uma a uma, simplesmente controlando bem o carro sob leve garoa e em um asfalto com baixa aderência. E Sainz, com pneus macios, controlou bem seu ritmo e conseguiu chegar a ultrapassar as Mercedes, ficando em primeiro lugar durante as voltas iniciais depois de largar de sétimo.

Diferentemente de Räikkönen, Lance Stroll rendeu muito abaixo do esperado para o carro que tem e tomou duas punições totalmente evitáveis: uma por causar um acidente após uma péssima tentativa de ultrapassagem em Lando Norris, outra por exceder os limites da pista inúmeras vezes. Em paralelo, Sergio Pérez, seu companheiro de equipe, envolveu-se em um acidente com Max Verstappen na largada, caiu para último e fez excelente corrida de recuperação, quase chegando em quinto lugar. A Racing Point fez bem de colocar Sebastian Vettel no time em 2021, pena que se livrou do piloto errado.

Lance Stroll abandonou a corrida em Portimão. Um dia para o canadense esquecer (Foto: Racing Point)

Max Verstappen, mais uma vez, rendeu além do que seu equipamento permite, fazendo excelente corrida. E Alex Albon finalmente andou perto de Verstappen… no breve período em que deu passagem para Verstappen abrir uma volta de vantagem em relação ao companheiro de Red Bull.

Lewis Hamilton provou novamente sua superioridade em ritmo de corrida contra Valtteri Bottas. O finlandês consegue andar praticamente no mesmo passo que Lewis em classificação, mas em corrida o inglês ainda tem grande vantagem. De tudo que já observei e estudei, Lewis é tão dominante em corrida graças ao seu estilo de pilotagem que não apenas é muito rápido, mas também economiza bastante os pneus – costuma atrasar ao máximo a frenagem e virar o volante o mais tarde possível, fazendo uma tangência tardia e desvirando o volante rapidamente. Com isso, consegue não só pisar no acelerador em linha reta o quanto antes, mas também deixa as rodas dianteiras viradas por um período mais curto, gerando menos desgaste para os pneus.

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Algo que notei na pista do Algarve é que o DRS estava muito forte. Imagino que, se a F1 voltar a correr em Portimão, vai atrasar a ativação do DRS para que as ultrapassagens não sejam tão fáceis durante a reta principal.

E vocês, o que acharam da corrida? Compartilhem os pontos de destaque na opinião de vocês.

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