Sainz define GP do Catar como “chato” e critica agressividade da McLaren: “Pagou por isso”

Carlos Sainz terminou o GP do Catar na sétima posição, e admitiu após a corrida ter controlado o ritmo do carro para evitar a desgaste de seus pneus

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Mesmo em um circuito desconhecido para a Fórmula 1, o desempenho da Ferrari no GP do Catar seguiu a cartilha das últimas corridas: Carlos Sainz e Charles Leclerc andando bem próximos, um atrás do outro. Mesmo com a má classificação do monegasco, que não conseguiu sequer ir ao Q3, os pilotos conseguiram terminar em sétimo (Sainz) e oitavo (Leclerc), aumentando a diferença para a McLaren na tabela. Após a disputa, Carlos explicou porque manteve um ritmo abaixo, perdendo duas posições em relação à largada.

“Com os pneus médios, ficou claro que eu tinha menos aderência no início, principalmente nas duas primeiras curvas”, disse o espanhol à emissora Sky Sports Itália. “Nos custou um pouco, claro, mas foi o que escolhemos. Sabíamos que seria uma desvantagem, principalmente porque eram médios usados, e não novos”, explicou.

Logo na largada do GP do Catar, foi possível notar Sainz — que largou na quinta posição — perdendo terreno, pois outros carros perto do espanhol apresentavam aderência superior à do piloto da Ferrari. Carlos admitiu que precisava controlar o ritmo por causa dos pneus, mas acredita este foi justamente o problema da McLaren, principal concorrente da escuderia italiana.

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Carlos Sainz nos boxes da Ferrari durante a disputa do GP do Catar (Foto: Ferrari)

“Foi um começo difícil, e de lá fomos conservadores com os pneus, estávamos preocupados com os dianteiros”, admitiu. “Mas sim, foi uma corrida muito conservadora, que no final nos rendeu pontos contra a McLaren, que talvez tenha sido muito agressiva”, opinou Sainz. Lando Norris foi nono colocado, enquanto Daniel Ricciardo foi 12º.

Sainz ressaltou que a estratégia de não forçar os pneus com medo do desgaste imposto pelo Circuito de Losail não se restringiu aos compostos médios, mas também aos duros, conhecido pela vida útil mais longa na F1. De acordo com o espanhol, logo que a Ferrari o autorizou a subir o ritmo, foi possível encostar de forma rápida em Lance Stroll, que ficou em sexto com a Aston Martin — seu melhor resultado em toda a temporada 2021.

“Até com os pneus duros eu fui conservador, porque estávamos preocupados de não terminar a corrida”, revelou. “Então nas primeiras 15 ou 20 voltas com os duros, eu não estava forçando, até que o time me dissesse para forçar no final, e foi quando alcançamos Stroll rapidamente”, explicou.

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Carlos Sainz e Charles Leclerc fizeram nova corrida equilibrada no Catar, terminando em sétimo e oitavo, respectivamente (Foto: Scuderia Ferrari)

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Por fim, Sainz disse que a Ferrari vai rever as condições da corrida, buscando entender se era possível atingir um ritmo superior sem causar maiores desgastes aos pneus. De acordo com o piloto, não é o ideal na Fórmula 1 que os competidores precisem se preocupar mais com o estado de seus compostos do que com a velocidade dos carros em si.

“Depois, com a análise, vamos ver com certeza se poderíamos ter forçado mais”, disse o piloto. “Mas é claro que os outros foram mais agressivos e pagaram por isso, como [Pierre] Gasly e [Lando] Norris”, ressaltou Sainz, que criticou o fato de ter que ficar controlando a desgaste dos pneus e não poder correr na potência máxima.

“Foi uma corrida um pouco chata da minha parte, porque uma corrida sem forçar [o carro] não é a corrida que eu quero fazer”, reconheceu Carlos. “Mas o carro tinha ritmo, eu estive muito confortável durante todo o final de semana, apenas fomos mais lentos para sermos conservadores”, encerrou.

Fórmula 1 volta a acelerar em duas semanas com a disputa do primeiro GP da Arábia Saudita da história da categoria, entre os dias 3 e 5 de dezembro.

O resumo com os melhores momentos do GP do Catar de F1 (Vídeo: F1)
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