Leclerc vê briga aberta entre McLaren e Ferrari por 3º lugar: “Vence quem errar menos”

Piloto viu Ferrari conseguiu um bom resultado na Cidade do México e ultrapassar a McLaren na tabela de classificação, mas não acredita que a velocidade tenha sido o fator mais importante

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A Ferrari vinha se aproximando da McLaren na tabela de classificação do campeonato nas últimas etapas, principalmente depois da queda de rendimento da equipe de Woking após a dobradinha conquistada no GP da Itália. No GP da Cidade do México, 18ª etapa do ano, enfim a escuderia italiana conseguiu passar à frente, inclusive abrindo 13,5 pontos de vantagem para os concorrentes no último domingo. Charles Leclerc, piloto do time de Maranello, não acredita que a velocidade dos carros vai definir o vencedor, mas sim aquele que errar menos.

“Será decidido para o time que cometer menos erros, pois estamos muito, muito perto [da McLaren]”, opinou Leclerc. “Podem haver corridas em que estaremos um pouco à frente, e outras em que eles estarão. Mas não acho que isso vá fazer a diferença. Acho que vencerá aquele que cometer menos erros, e domingo foi um exemplo disso”, afirmou.

Além do bom ritmo alcançado pelas duas Ferrari no Autódromo Hermanos Rodríguez, suficiente para colocar Leclerc em quinto lugar e Carlos Sainz em sexto, o piloto ressaltou ter sido um dia em que a McLaren teve dificuldades para acompanhar o ritmo dos italianos, e a Ferrari aproveitou bem: 18 pontos contra um dos ingleses — somado graças ao décimo lugar de Lando Norris.

“Aproveitamos uma grande oportunidade com as duas McLaren bem atrás de nós”, comemorou o monegasco. “Conseguimos somar vários pontos, no que considero um momento importante para o terceiro lugar no campeonato”, disse.

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Charles Leclerc fez boa corrida no México, e ajudou Ferrari a ultrapassar a McLaren no Mundial de Construtores (Foto: Ferrari)

Companheiro de equipe de Leclerc, Sainz foi na mesma linha do #16. O espanhol relembrou a largada de Daniel Ricciardo no México, quando o piloto australiano largou entre os dois carros da Ferrari e chegou à primeira curva à frente de ambos. No entanto, o #3 se envolveu em acidente com Valtteri Bottas e prejudicou toda sua corrida a partir de então.

“Vai ser super apertado até o fim. Você tem um exemplo de hoje, na curva 1, Daniel estava à nossa frente e isso é um fato”, lembrou Sainz. “A McLaren está na briga em todos os finais de semana. Então, obviamente, ele teve um acidente. Até a curva 1, havia uma McLaren na frente das duas Ferrari. Eles têm seus pontos fortes. Eles têm largadas muito boas, têm um carro que é muito bom em curvas de alta velocidade”, disse.

Sainz relembrou de ocasiões na temporada em que a McLaren apresentou um conjunto forte, como na dobradinha em Monza ou durante o GP da Rússia, em que Norris liderava a parte final da corrida. Quando a chuva caiu no circuito russo, entretanto, o inglês demorou demais a parar e trocar os pneus, o que lhe custou o resultado — no que poderia ser sua primeira vitória na Fórmula 1.

O espanhol acredita que, caso a F1 vá a outros circuitos com características que favoreçam ao time de Woking, será possível ver a McLaren subir de nível novamente. Até o encerramento da temporada, a categoria vai visitar mais quatro países: Brasil, Catar, Arábia Saudita e Abu Dhabi.

DANIEL RICCIARDO; VALTTERI BOTTAS; FÓRMULA 1; F1;
Daniel Ricciardo acertou Valtteri Bottas no começo do GP no México (Foto: Reprodução)

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“Portanto, assim que formos para pistas que sejam mais favoráveis ​​a eles, como Monza ou Sóchi, onde eles estavam quilômetros à frente, será difícil vencê-los”, acredita o espanhol. “O que esta nova unidade de força nos permitiu é nos manter na briga em todas as pistas e fazer uma boa luta, e no momento estamos executando essa luta muito bem e estamos finalmente à frente no campeonato”, encerrou.

Pelo outro lado, o chefe de equipe da McLaren, Andreas Seidl, culpou a imprevisibilidade como fator fundamental para o resultado. O dirigente ressaltou que mesmo com o planejamento sendo feito antes da corrida, no momento em que os carros vão à pista, o resultado pode ser diferente do esperado na Fórmula 1.

“Existem muitos fatores que desempenham um papel aqui: temperatura, seleção de pneus, nível de downforce, características da pista, obviamente” afirmou Seidl. “Já vimos isso muitas vezes este ano, que era difícil de prever e pode ser diferente do que todos esperavam”, lembrou.

Esteban Ocon foi ensanduichado por Mick Schumacher e Yuki Tsunoda (Vídeo: Reprodução)
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