Chefe da AlphaTauri alivia pressão de Tsunoda: “A F1 é muito complexa para novatos”

Yuki Tsunoda ainda possui prestígio na AlphaTauri, e o chefe da equipe, Franz Tost, crê em um futuro promissor na Fórmula 1

Apadrinhado pela Honda, o japonês Yuki Tsunoda fez sua estreia na temporada de 2021 da F1 chamando atenção, com um nono lugar no GP do Bahrein, abertura do campeonato, com a AlphaTauri. Na sequência do campeonato, no entanto, o novato sofreu com problemas de adaptação após isso e ficou mais marcado pelos acidentes e pelos xingamentos no rádio. Nas pistas, esteve frequentemente bem atrás do colega, Pierre Gasly. Contudo, a equipe de Faenza segue confiante em uma volta por cima, como afirmado pelo chefe de equipe, Franz Tost.

“Tsunoda é um estreante, foi mais difícil para ele”, disse Tost à emissora alemã Sport1. “Isso mostra que a Fórmula 1 se tornou difícil e muito complexa, principalmente para os mais jovens. Tsunoda começou bem e depois passou do ponto, entrou na ‘fase de batidas’. Acontece com todo jovem piloto”, defendeu o chefe da AlphaTauri, que até previu, antes do início da temporada, que Yuki sofresse com acidentes.

“Desde então, ele sabe qual é o seu limite. Aprendeu coisas novas, e o sexto lugar na Hungria é prova disso. Ele vai nos surpreender com muitos bons resultados no futuro”, ressaltou o dirigente austríaco.

Até aqui, Tsunoda somou apenas 18 pontos no campeonato, menos de um terço dos 66 de seu parceiro de equipe. Além da estreia, conseguiu pontuar em apenas mais quatro etapas: Azerbaijão, Estíria, Inglaterra e Hungria, esta sendo a sua melhor colocação na F1, um sexto lugar. Consciente do desempenho aquém do esperado, o japonês inclusive demonstrou surpresa com sua permanência na AlphaTauri para 2022.

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Yuki Tsunoda ainda demonstra dificuldades em seu ano de estreia na F1 (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

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Por outro lado, Gasly terminou dentro da zona de pontuação regularmente, tendo concluído 10 das 15 corridas até aqui entre os dez primeiros. E isso com direito a um pódio, com o terceiro lugar no Azerbaijão, e o ponto pela volta mais rápida na Hungria. Das cinco corridas em que não pontuou, em apenas duas o piloto conseguiu chegar ao final. Nas outras três, abandonou.

“[Ele] é extremamente importante”, disse Tost sobre o francês do carro #10. “Nos leva à frente com sua experiência, nos dá direções em termos de desenvolvimento. Ele desenvolveu uma maneira de pilotar que encaixa perfeitamente com nosso carro”, encerrou.

Gasly e Tsunoda voltam a pilotar neste fim de semana, entre os dias 8 e 10 de outubro, com o GP da Turquia, no autódromo Istambul Park.

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