Chefe da Ferrari compara “mentalidade vencedora” de Leclerc com Schumacher

Mattia Binotto relembrou que a fase atual da Ferrari é parecida com a que Michael Schumacher encontrou em 1996. Chefe comparou Charles Leclerc com a liderança do heptacampeão mundial

Com a saída de Sebastian Vettel, Charles Leclerc passa a ser o líder da Ferrari nas pistas. O jovem piloto tem a missão de reerguer a equipe italiana, que em 2020 teve uma das piores temporadas de sua história, terminando apenas na sexta colocação no Mundial de Construtores.

A Ferrari ergueu apenas um título desde a saída de Michael Schumacher – com Kimi Räikkönen, em 2007 – e o chefe de equipe Mattia Binotto não escapou das comparações entre o alemão heptacampeão e o jovem monegasco, que tem duas vitórias na Fórmula 1.

“Ambos são pilotos talentosos. Acho que o Charles é um piloto que certamente é um talento. É rápido, capaz de ultrapassar, fantástico na defesa, e acho que tem a mentalidade que vencer é o objetivo claro para ele, e penso que a motivação em todas suas ações é que ele sempre tenta vencer”, declarou o chefe de equipe em entrevista ao podcast Beyond The Grid.

Charles Leclerc vai correr na Ferrari pelo terceiro ano seguido (Foto: Ferrari)

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“Ele não está lá apenas para participar, mas penso que está lá para vencer. E quando ele coloca o capacete, está na pista como um competidor. Segundo lugar nunca é satisfatório para ele, como não era para Michael”, seguiu.

Em 2020, Leclerc terminou a temporada com dois pódios e na oitava colocação entre os pilotos. Aos 23 anos, é mais novo que Schumacher quando desembarcou na Ferrari em 1996, aos 27 e bicampeão mundial pela Benetton.

“Charles é muito mais novo que Michael era na época. Ele precisa se desenvolver como líder do time, porque o sucesso da Ferrari amanhã depende se ele está no caminho para se comportar como um líder, mas eu acho que enquanto o Michael já era um líder, Charles está se desenvolvendo, e faz isso bem”, declarou Binotto.

Charles Leclerc já tem duas vitórias pela Ferrari (Foto: Ferrari Media)

Antes de emendar cinco títulos mundiais entre 2000 e 2004, Schumacher teve a missão de reerguer a Ferrari, que vinha de temporadas pouco competitivas e estava sem títulos desde 1979. Para Binotto, a situação atual de Leclerc é semelhante a do alemão em 1996.

“Eu comparo com frequência, acho que tem semelhanças. A primeira é que a Ferrari, naquela época entre 1995 e 2000, estava investindo como investimos hoje. Em tecnologia, mas em pessoas também, dando empregos para pessoas jovens, engenheiros novos”, abordou.

“Eu vejo a Ferrari nos últimos anos e empregamos vários engenheiros jovens, que hoje estão começando, criando uma base, e acho que também tínhamos um líder como o piloto, que era Michael. Hoje temos Charles, que não é tão experiente, não é um campeão do mundo como Michael era, mas temos claramente um líder na pista, como piloto, e isso é importante”, concluiu o chefe.

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