Chefe de equipe da Lotus questiona altos salários pagos para engenheiros e diretores na atual F1: "Para quê?"

Eric Boullier reclamou dos altos valores pagos na categoria atualmente. Para ele, manter um funcionário caro não vale a pena e disse que a equipe vem em primeiro lugar

No fim de fevereiro, a Mercedes anunciou a contratação de Paddy Lowe, ex-McLaren, para ser diretor-técnico da equipe na próxima temporada. E Jonathan Neale, principal diretor da equipe inglesa, afirmou que seu ex-funcionário foi tirado de Woking por uma “quantia exótica” de dinheiro.

Para Eric Boullier, chefe de equipe da Lotus, os valores absurdos usados na F1 estão ficando acima da qualidade técnica. Ele teme que isso fique fora de controle no futuro se a cada vez mais os melhores engenheiros e diretores forem contratados por valores altos.

Boullier demonstrou preocupação com os valores pagos aos dirigentes e engenheiros (Foto: Lotus/ Andrew Ferraro/LAT Photographic)

“Acho que é insano criar uma guerra pelo dinheiro. A F1 é muito arriscada, é exigente e tem muita exposição. Há grandes salários na F1, na maioria das vezes, em todos os campos, na verdade, há salários mais elevados do que em qualquer outro lugar. Mas para quê?”, disse o diretor ao site da revista ‘Autosport’. “Para mim, a empresa vem em primeiro lugar, não oferecer alguns milhares de dólares para manter um funcionário”, completou.

Poucos dias antes do início do campeonato, o diretor-técnico James Allison esteve envolvido em uma possível ida a McLaren, mas acabou ficando na Lotus. Porém se ele saísse, Boullier disse que não seria um problema, já que a equipe está em primeiro lugar. “James não é o único empregado. Temos 150 funcionários e a maioria das ideias não vêm de James Allison”, explicou.

“James, obviamente, é uma mais valia para a empresa, mas, se amanhã ele sair, a empresa iria sobreviver. Não tem drama”, finalizou o chefe de equipe.

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