Chefe diz que segue na Mercedes até fim da temporada, mas pondera sobre futuro

Em entrevista ao jornal austríaco Österreich, Toto Wolff assegurou que vai continuar na Mercedes até o fim do ano. Mas o futuro na Fórmula 1 é um enorme ponto de interrogação para o dirigente mais bem-sucedido na categoria nos últimos anos

Em época de quarentena e a consequente inatividade no esporte a motor, as movimentações nos bastidores ganharam o noticiário nos últimos meses. E mesmo que não tenha ainda definido os seus elementos-chave para 2021, a Mercedes, equipe que estabeleceu uma dinastia na Fórmula 1 desde 2014, esteve sempre no centro do debate. Seja a respeito de uma eventual contratação de Sebastian Vettel, seja pela aguardada renovação de contrato de Lewis Hamilton, mas também sobre o futuro de Toto Wolff. O dirigente mais bem-sucedido da categoria no século assegurou que vai ficar na equipe de Brackley ao menos até 2020. Depois disso, no entanto, paira um enorme ponto de interrogação.

“Definitivamente, vou continuar até o fim da temporada. Mas estou no meu oitavo ano e vencemos seis vezes [o título]. Também tenho de perguntar a mim mesmo se sou o melhor homem para realizar este trabalho”, ponderou o austríaco em entrevista ao jornal local Österreich.

Wolff negou veementemente os rumores recentes que o ligavam a uma transferência para a Aston Martin — atual Racing Point — em 2021 para trabalhar ao lado do amigo Lawrence Stroll. O austríaco adquiriu ações da marca britânica, mas ressaltou que se trata somente de um investimento. O mesmo aconteceu semanas atrás, quando Toto Wolff voltou a ser acionista da Williams quatro anos após vender a sua parte.

O futuro na Fórmula 1 é um enorme ponto de interrogação para Toto Wolff (Foto Mercedes)

A Mercedes foi a equipe que largou na frente, como de costume, também na retomada dos trabalhos visando a abertura da temporada 2020, que vai acontecer em 5 de julho no Red Bull Ring. Com dois dias de testes privados com o W09, carro de 2018, Valtteri Bottas e Lewis Hamilton foram à pista para ‘desenferrujar’ e retomar um pouco do ritmo, enquanto a equipe em si estabeleceu normativas no que tende a ser o ‘novo normal’ para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Sobre os planos para o início da temporada, Wolff deixou claro que a política de igualdade entre seus pilotos continua firme.

“Tanto Bottas quanto Hamilton sempre tiveram as mesmas oportunidades no começo do ano. Queremos brindar nossos pilotos com a chance de ser campeões do mundo”, garantiu. De fato, a equipe prateada só costuma determinar sua prioridade depois de algumas corridas. No ano passado, por exemplo, Bottas venceu de forma irreparável o GP da Austrália, prova que abriu a temporada 2019, deixando Hamilton para trás. Contudo, foi o britânico que fechou o ano com mais um título, o sexto na sua galeria.

“Você nunca deve imaginar que há um piloto número 1 e um piloto número 2 porque todos têm a mesma ambição de vencer. Do contrário, não estariam na Fórmula 1”, reiterou o chefe.

Para justificar a filosofia de dar aos seus pilotos as mesmas condições, ao menos no começo da temporada, Wolff coloca como antiexemplo a Red Bull, que tem claramente em Max Verstappen o seu #1, enquanto Alexander Albon tem o papel de número 2. O dirigente entende, no entanto, que o anglo-tailandês mantém sua ambição e “vai querer se estabelecer na Red Bull, ele ainda é jovem”.

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