Cláusula ativada por Hamilton para ida à Ferrari foi ordem da matriz Mercedes-Benz

Enquanto o chefe Toto Wolff buscava uma renovação por dois anos com Lewis Hamilton, matriz da Mercedes na Alemanha determinou que o contrato incluísse uma cláusula de saída ao fim de 2024. Inglês optou por ativá-la e encaminhou ida à Ferrari

O mês de fevereiro começou com a notícia mais bombástica em muitos anos na Fórmula 1: Lewis Hamilton vai se juntar à Ferrari a partir da temporada de 2025. A união entre piloto e equipe mais vencedores de todos os tempos encerra uma das parcerias de mais sucesso da história, com seis títulos mundiais conquistados pelo britânico em 11 anos de Mercedes. Mas a relação teve um ingrediente final que foi crucial para a decisão do inglês de buscar novos ares.

Segundo o portal italiano Motorsport, a última renovação de Hamilton com a Mercedes trouxe uma decisão que acabou “abrindo as portas” da equipe para que o britânico decidisse mudar de casa: a opção por estender o vínculo por apenas um ano, enquanto o segundo passou a ser opcional para ambas as partes.

Anunciada em agosto de 2023, depois de mais um período arrastado de conversas, a renovação do piloto era oficialmente até o fim de 2025, mas tanto Hamilton quanto Mercedes tinham a opção de encerrar o vínculo ao final de 2024. Foi exatamente o que Lewis fez para assinar com a Ferrari.

E essa decisão não partiu do próprio Hamilton ou do chefe Toto Wolff, mas, sim, da matriz Mercedes-Benz — que ficou reticente com uma aposentadoria repentina do inglês ao fim de 2024, algo que a equipe sofreu em 2016 com Nico Rosberg.

Parceria entre Wolff e Hamilton vai se encerrar ao fim da temporada 2024 (Foto: Mercedes)

De acordo com o veículo, a vontade de Wolff era renovar o contrato de Hamilton por dois anos, mas a direção da Mercedes em Stuttgart optou por um plano diferente. Com a opção de separar os caminhos no fim de 2024, a cúpula esperava uma decisão de Lewis ao fim de fevereiro, quando o piloto já teria uma ideia mais completa do nível de competitividade que o W15 poderia oferecer na próxima temporada.

A decisão, entretanto, soou estranha para um piloto que depositava fé na recuperação da equipe publicamente e funcionou como um primeiro passo na separação entre os dois. No fim, Hamilton preferiu ativar a cláusula com antecedência e pavimentar seu caminho para a Ferrari no ano que vem.

Até hoje, além dos seis títulos mundiais, a parceria entre Hamilton e Mercedes rendeu oito Mundiais de Construtores e 81 vitórias. A última delas veio no GP da Arábia Saudita de 2021, o que iniciou um hiato inédito de duas temporadas sem vitória para o inglês — que havia vencido pelo menos uma vez a cada ano desde sua estreia na F1, em 2007.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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