De ponta a ponta, Button vence fácil corrida marcada por acidente múltiplo na Bélgica. Massa é quinto

Supremo em Spa-Francorchamps, Jenson Button coroou um fim de semana perfeito com a vitória na 12ª etapa do Mundial de F1, na Bélgica, neste domingo (2). A corrida foi marcada por um acidente múltiplo provocado por Romain Grosjean e que envolveu Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Sergio Pérez

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No retorno da F1 após pouco mais de um mês de férias no verão europeu, Jenson Button reinou absoluto no GP da Bélgica, 12ª etapa da temporada, neste domingo (2). Depois de garantir, com sobras, sua primeira pole-position como piloto da McLaren em 50 corridas, o britânico liderou de ponta a ponta todas as 44 voltas da corrida e coroou um fim de semana perfeito com a vitória no circuito de Spa-Francorchamps. Vencedor do primeiro GP do ano, na Austrália, Button iniciou com êxito a sua reação no Mundial, que, até a etapa belga, vinha sendo de poucos altos e muitos baixos.

Spa que viu um múltiplo acidente, provocado por Romain Grosjean e que, por muita sorte, não teve consequências trágicas. Logo após a largada, o franco-suíço da Lotus tocou roda com o carro de Lewis Hamilton, perdeu o controle do seu Lotus na entrada da La Source e acertou a traseira do carro de Sergio Pérez, que largou em quarto. Com o impacto, o bólido preto e dourado decolou e acertou também os carros de Kamui Kobayashi e Fernando Alonso, que deixou o cockpit da F2012 bastante grogue.

 

Grosjean bate com Hamilton e provoca acidente múltiplo em Spa (Foto: Red Bull/Getty Images)

Button foi tão superior aos demais carros do grid que, graças ao bom equilíbrio do McLaren MP4-27, fez toda a corrida com apenas um pit-stop. Destaque para Sebastian Vettel, que adotou a mesma tática do britânico, fez bela prova e terminou em segundo depois de ter largado na modesta 11ª colocação. Kimi Räikkönen, protagonista de uma das mais espetaculares ultrapassagens do ano — em cima de Michael Schumacher no mergulho da Eau Rouge —, completou um pódio formado só por campeões do mundo.

Nico Hülkenberg foi outro que fez bela corrida no tradicional circuito belga. O alemão da Force India garantiu o quarto lugar, seguido por Felipe Massa, que fez uma das suas melhores corridas do ano, superou Mark Webber no fim e conquistou o quinto lugar, sendo o único piloto da Ferrari no GP da Bélgica depois da primeira volta. Bruno Senna flertou com os pontos, mas seus pneus não resistiram à tática de apenas uma parada. O brasileiro fez seu segundo pit-stop no fim da corrida e caiu para 12º.

As imagens deste domingo da F1 na Bélgica
Confira a classificação do Mundial de F1

Saiba como foi o GP da Bélgica de F1

Um múltiplo acidente marcou a largada do GP da Bélgica de F1. Antes de as luzes vermelhas se apagarem, Pastor Maldonado ‘queimou’ e saiu antes de todos, mas foi Romain Grosjean quem provocou toda a confusão. O franco-suíço da Lotus tocou roda com o carro de Lewis Hamilton, perdeu o controle do seu Lotus na entrada da La Source e acertou na traseira do carro de Sergio Pérez. Com o impacto, o E20 de Romain decolou e acertou também os bólidos de Fernando Alonso e Kamui Kobayashi, num acidente impressionante.

Atordoado, Alonso foi quem mais demorou para sair do cockpit. Pérez era a imagem da decepção, principalmente porque sabia que tinha condições de lutar por mais um pódio na temporada. Nos boxes, Nicole Scherzinger se desesperou com o acidente do namorado Hamilton que, indignado, discutiu com Grosjean em meio aos destroços. A única Sauber que seguiu na corrida, de Kobayashi, tinha a corrida, que parecia promissora, bastante comprometida.

Grosjean bate com Hamilton e provoca acidente múltiplo em Spa (Foto: Shell/Getty Images)

A direção de prova acionou o safety-car, e a bandeira amarela vigorou por quatro voltas. Pole, Button se manteve na primeira colocação, mas era seguido por Räikkönen. Quem se deu bem foi a Force India, que colocou Hülkenberg em terceiro e Paul di Resta em quarto. Michael Schumacher, em seu 300º GP, vinha em quinto, à frente das surpreendentes Toro Rosso, com Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne em sexto e sétimo, respectivamente. Bruno Senna, por sua vez, vinha em oitavo, enquanto Massa era o décimo.

Maldonado, que queimou a largada, bateu na Les Combes e destruiu a asa dianteira, encerrando ali, na quinta volta, sua jornada desastrosa em Spa-Francorchamps. Ainda assim, o venezuelano seria punido pelos comissários por largar antes dos rivais no GP da Bélgica. Dessa forma, eram cinco os pilotos fora da prova. Além de Pastor, Pérez, Alonso, Hamilton e Grosjean também estavam fora de combate.

A corrida, que começou sob a aura da tensão, ficou bastante animada após a saída do safety-car, com bons duelos na pista. De maneira até surpreendente, Hülkenberg passou Kimi e assumiu a segunda colocação, assim como Schumacher passou Di Resta e subiu para quarto. Mais atrás, aconteciam outros dois duelos envolvendo brasileiros e taurinos. Senna lutava para sustentar a oitava colocação contra Webber, mas Massa não resistiu e foi ultrapassado por Vettel, que assumiu a décima posição.

E o atual bicampeão do mundo seguia em busca de reação em Spa. Na saída da Bus Stop, Sebastian, na décima volta, ultrapassou Webber e subiu para o nono lugar, tendo Senna em sua alça de mira. Lá na frente, Button reinava soberano na primeira colocação e tinha vantagem confortável perante Hülkenberg: 6s3. Enquanto isso, o companheiro de Nico na Force India, Di Resta, abriu a primeira janela para troca de pneus em Spa-Francorchamps.

Kimi, considerado um dos grandes favoritos à vitória, principalmente por seu histórico vencedor no circuito belga, não tinha bom ritmo de corrida, pelo contrário. Quando pressionado por Schumacher, o finlandês não ofereceu resistência e foi ultrapassado pelo piloto da Mercedes, que fazia grande corrida — após ter largado em 13º — e subiu para terceiro, que virou segundo depois que Hülkenberg fez sua parada para troca de pneus na abertura da 14ª volta.

Depois de lutar com valentia para manter o oitavo lugar, Senna não suportou a pressão de Vettel. Por fora, na Bus Stop, o jovem piloto da Red Bull ultrapassou o brasileiro e subiu para o momentâneo quinto lugar. Ambos ainda não haviam feito a parada para troca de pneus. Massa, que completou antes seu primeiro pit-stop, era o 12º colocado, atrás de Webber e à frente de Kamui Kobayashi, que vinha em franca recuperação.

Entre os ponteiros, após 17 voltas, Button, Schumacher, Vettel e Rosberg ainda não haviam feito seus respectivos pit-stops. O melhor posicionado dentre os que pararam foi Räikkönen, quarto colocado, 22s9 atrás do líder Button. Na sequência aparecia Hülkenberg, Webber, Ricciardo, em performance surpreendente, e Massa, que conseguiu ultrapassar Rosberg na entrada da La Source no giro seguinte. Senna perdeu muitas posições após seu pit-stop e caiu para 12º na corrida.

Exatamente na metade da corrida, na volta 22, Vettel, que foi o último a fazer seu primeiro pit-stop, foi aos boxes. O alemão voltou na sexta colocação, atrás de Massa. Depois da primeira janela para troca de pneus completa, Button liderava com 7s6 de vantagem para Räikkönen, segundo colocado, enquanto Hülkenberg ocupava o terceiro posto, seguido por Webber e Massa. Schumacher, um dos destaques da corrida, caiu para oitavo. Por sua vez, Senna era o 11º.

Vettel elegeu a Bus Stop como seu ponto favorito para ultrapassar. Depois de ter ganho as posições de Senna e Webber, desta vez o alemão aproveitou o equilíbrio do Red Bull RB8 e passou Massa, subindo para sexto, ficando logo atrás do companheiro de equipe. Impossível em Spa, Sebastian, de quebra, fez a melhor volta da corrida no 24º giro, com 1min54s357. Lá na frente, Button seguia dominante naquele que parecia ser um passeio dominical em Spa.

Já no 27º giro, Hülkenberg, Webber e Massa abriram a segunda janela para troca de pneus na Bélgica. Todos seguiram com compostos duros para o terceiro stint, sendo que o primeiro deles foi feito com os pneus médios. Felipe voltou em décimo, exatamente atrás de Senna. Button, Vettel e Schumacher preferiram seguir por mais tempo com os mesmos pneus. O heptacampeão era muito pressionado por Kimi, devidamente calçado com pneus novos.

Um dos grandes duelos da prova foi protagonizado exatamente por campeões mundiais. Schumacher, com pneus gastos, e Kimi, com pneus novos e contado com o bom rendimento da Lotus. O finlandês da Lotus chegou a passar o adversário na entrada da Les Combes, mas deu o troco em seguida. Mas na volta 34, a ultrapassagem, talvez a mais incrível dos últimos anos, consolidou Räikkönen em terceiro lugar ao passar o alemão no mergulho da Eau Rouge.

Kimi, em terceiro, estava 29s2 atrás de Button, que ainda não havia feito seu segundo pit-stop, assim como Vettel. Schumacher, com os pneus bem gastos, também não resistiu à pressão de Hülkenberg e, após ter sido ultrapassado, foi para os boxes para realizar, finalmente, sua segunda troca de pneus.

Massa, que fazia corrida consistente e sem cometer erros, também aparecia com destaque em Spa. Sempre no grupo dos dez primeiros colocados, o único piloto da Ferrari na corrida ultrapassou Webber na Les Combes e assumiu o quinto lugar. Senna, por sua vez, conseguia manter seu Williams na pista com apenas uma parada e ocupava, na 37ª volta, o oitavo lugar, mas, no giro seguinte, não suportou a pressão das Toro Rosso de Vergne e Ricciardo, soberbos em Spa, e caiu para décimo. Sem escolha, a Williams chamou Bruno para, enfim, fazer o segundo pit-stop.

Senna caiu para 12º, logo à frente de Kobayashi, e perdeu a chance de pontuar na Bélgica. Bem diferente de Bruno, Button e Vettel conseguiram se sustentar na pista de maneira competitiva, mesmo com uma parada de boxes a menos que os outros oponentes. Soberano do início ao fim da corrida, Jenson finalmente cruzou a linha de chegada após 44 voltas para festejar sua segunda vitória na temporada, seguido pelo bicampeão do mundo.

 

Jenson Button celebra vitória na Bélgica ao lado de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen (Foto: Getty Images)

F1, GP da Bélgica, Spa-Francorchamps, final:

 

 

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